Mês de Copa do mundo e a agenda deu uma reduzida. Mas, após a copa, temos é evento. Confira onde estarei em eventos de energia solar jul/ago 2018.

Workshop sobre Dimensionamento FV para o Grupo A

Ainda com dúvidas sobre como ler uma conta de cliente do grupo A? Como determinar qual o tamanho do gerador FV que seu cliente precisa? Quais os limites do sistema?

Vamos acabar com essas dúvidas.

Em Julho estarei em Brasilia e Belo Horizonte, e em Agosto, pelo Centro-oeste, em Goiânia e Brasilia.

E tem bônus!!!

Inscrições e pagamentos até o dia 25/06 recebem um voucher para uma consultoria on line via Skype comigo!!

R$ 180,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 200,00 no cartão de crédito.

Inscrições em: http://bit.ly/2vyfnZB

eventos energia solar em jul/ago 2018 - Workshop

Os eventos ocorrerão nas seguintes datas:

  • Brasilia/DF: Dia 18/07, das 18:30 as 21:30hs
  • Belo Horizonte/MG: Dia 26/07, das 18:30 as 21:30hs
  • Goiânia/GO: Dia 08/08, das 18:30 as 21:30hs
  • Cuiabá/MT: Dia 15/08, das 18:30 as 21:30hs

Tem uma “cereja de bolo”.

Uma planilha com os valores das tarifas TE do Grupo A (sem impostos) das concessionárias do Brasil. Aproveitem!

Road Show Ecori

Estarei presente em meu segundo Roadshow com a Ecori, falando sobre Solaredge.

O Road Show dessa vez será em Belo Horizonte/MG, dia 07/07.

Vamos falar sobre MLPE?

Não conhece ainda?

Conhece mas não sabe porque essa tecnologia está dominando o mundo?

Então, aproveite!

Vamos dividir conhecimento e fazer networking!

 

eventos de energia solar jul/ago 2018 - Ecori

Inscrições em: http://bit.ly/2ll1FBi

Workshop de Aterramento Predial

É bem comum ter dúvidas e questões quando o assunto é aterramento predial.

Tipos, esquemas, separado ou exclusivo e ainda as previsões normativas da NBR 5410 e NBR 5419. Só para começar a conversa…

Que tal uma chance de obter conhecimento, com um profissional de expertise reconhecida em todo o mercado, o Edson Martinho?

Participe!

Workshop Aterramento Predial estará em Brasilia e em Cuiabá!!

  • Dia 17/07 das 18:30 às 21:30 em Brasilia/DF
  • Dia 14/08 das 18h30 às 21h30 em Cuiaba/MT

E para as suas futuras consultas daqueles pontos importantes do workshop?

Você vai receber um e-book “Desmistificando o aterramento predial”, sem ônus, para otimizar seu desempenho neste tema.

Inscrições em: http://bit.ly/2K6kvre

Abracopel

Estaremos, eu e a Abracopel, nos dias 18 e 19/07, em Brasilia, com nossos eventos que correm o Brasil, o RoadShow “Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos” e com o “Gerenciamento de Risco Elétrico”.

Estivemos em Belém, em junho, evento de casa cheia: Vamos lotar Brasilia!!!

 

eventos de energia solar jul/ago 2018 - Abracopel

 

 

O evento conta com as presença de Edson Martinho e do João Cunha, além dos parceiros, trazendo suas soluções, como a ABB, FLUKE, ECORI, SIEMENS e a Hellermann.

Em Brasilia, a Eletrographics mostrando suas soluções de software em instalações elétricas e FV (Solergo, Idea e Ampere).

E tem brinde.

No evento será distribuído um Voucher para desconto dos softwares da Eletrographics.

Meus painéis serão sobre a nova norma de instalações FV, a NBR 16690 e sobre a solução SolarEdge.

E aí, vai perder?

Datas:

  • RoadShow em Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos – Dia 18/07 – Inscrições em http://bit.ly/2tb9o9B
  • Gerenciamento de Risco Elétrico – Dia 19/07 – Inscrições em http://bit.ly/2ljdUOG

Curso Projeto Elétrico Fotovoltaico para Sistemas de Geração Distribuída

A NBR 16690: Instalações Elétricas – Arranjos Fotovoltaicos Requisitos de projeto já saiu de consulta pública, e em breve será publicada.

Você já a conhece?

Ela vai impactar os seus projetos de FV e seus negócios.

Que tal aprender com quem participou da elaboração da norma?

Neste curso de projetos elétricos fotovoltaicos, assuntos como dimensionamento dos condutores, da proteção, aterramento, SPDA em sistemas FV, proteção contra surtos, dentre outros, são abordados.

No último dia de curso, “mãos na massa”. Vamos aplicar os conhecimentos adquiridos para dimensionar uma usina de 200kWp.

E junho e Julho a agenda será extensa!

  • Brasilia/DF: 20 e 21/07, das 9 as 18hs;
  • Belo Horizonte/MG: 27 e 28/07, das 9 as 18hs;
  • Goiania/GO: 9 e 10/08, das 9 as 18hs;
  • Cuiaba/MT: 17 e 18/08, das 9 as 18hs;

Valores:

  • R$ 1200,00 em 3x sem juros no cartão de crédito ou com 10% de desconto a vista.

Inscrições em: http://bit.ly/2rcAMmo

Ah, esqueci de dizer…. Quem idealizou e vai ministrar o curso sou eu.

Vai perder?

 

 

eventos de energia solar jul/ago 2018 - NBR 16690

 

#conhecimentodivididomultiplica

Eventos de solar maio

O blog tem andado menos movimentado do que eu gostaria. Eventos e palestras têm ocupado muito do meu tempo. Para me redimir, nesse post, listo os eventos de solar e de eletricidade em que eu estarei em maio/18.

Aguardo vocês por lá!

Workshop sobre Dimensionamento FV para o Grupo A

Ainda com dúvidas sobre como ler uma conta de cliente do grupo A? Como determinar qual o tamanho do gerador FV que seu cliente precisa? Quais os limites do sistema?

Venha acabar com essas dúvidas,

Teremos as 4ª, 5ª e 6 edições do Workshop, em Recife, Aracaju e Salvador!

Preços promocionais para pagamentos até o dia 30/04 – R$ 150,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 170,00 no cartão de crédito.

Após o dia 01/05 – R$ 180,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 200,00 no cartão de crédito.

Inscrições em: http://bit.ly/2vyfnZB

Os eventos ocorrerão nas seguintes datas:

  • Recife/PE: Dia 11/05, das 18:30 as 21:30hs
  • Aracaju/SE: Dia 16/05, das 18:30 as 21:30hs
  • Salvador/BA: Dia 18/05, das 18:30 as 21:30hs

Tem uma “cereja de bolo”.

Uma planilha com os valores das tarifas TE do Grupo A (sem impostos) das concessionárias do Brasil. Aproveitem!

Road Show Ecori

A Ecori estará em Recife/PE no dia 12/05, promovendo um dia de curso gratuito falando sobre a Tecnologia MLPE.

Não conhece ainda?

Conhece mas não sabe porque essa tecnologia está dominando o mundo?

Então, aproveite!

Também estarei por lá, apresentando SolarEdge.

Vamos dividir conhecimento e fazer networking!

ecori recife

Inscrições em: http://bit.ly/2HxLKKn

Workshop de Aterramento Predial

É bem comum ter dúvidas e questões quando o assunto é aterramento predial.

Tipos, esquemas, separado ou exclusivo e ainda as previsões normativas da NBR 5410 e NBR 5419. Só para começar a conversa…

Que tal uma chance de obter conhecimento, com um profissional de expertise reconhecida em todo o mercado, o Edson Martinho?

Participe!

  • Workshop Aterramento Predial
  • Dia 15/05 das 18h30 às 21h30 em Aracaju

E para as suas futuras consultas daqueles pontos importantes do workshop?

Você vai receber um e-book “Desmistificando o aterramento predial”, sem ônus, para otimizar seu desempenho neste tema.

Tem promoção para pagamento? Dá uma olhada

  • Até o dia 30/04:

R$ 150,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 170,00 no cartão de crédito.

  • Após o dia 01/05: (o valor retorna ao original)

R$ 180,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 200,00 no cartão de crédito.

Inscrições em: http://bit.ly/2K6kvre

Abracopel

Estaremos, eu e a Abracopel, nos dias 16 e 17/05, em Aracaju, com nossos eventos que correm o Brasil, o RoadShow “Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos” e com o “Gerenciamento de Risco Elétrico”.

Estivemos no RJ em abril, evento de casa cheia: Vamos lotar Aracaju.

Eventos de Solar Maio - Abracopel 2Eventos de Solar Maio - Abracopel 1

O evento conta com as presença de Edson Martinho e do João Cunha, além dos parceiros, trazendo suas soluções, como a ABB, FLUKE, ECORI, SIEMENS e a Hellermann.

Em Aracaju teremos novidade: a Eletrographics mostrando suas soluções de software em instalações elétricas e FV (Solergo, Idea e Ampere).

E tem brinde.

No evento será distribuído um Voucher para desconto dos softwares da Eletrographics.

Meus painéis serão sobre a nova norma de instalações FV, a NBR 16690 e sobre a solução SolarEdge.

E aí, vai perder?

Datas:

  • RoadShow em Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos – Dia 16/05 – Inscrições em http://bit.ly/2HAIMVy
  • Gerenciamento de Risco Elétrico – Dia 17/05 – Inscrições em http://bit.ly/2HkkmP8

Curso Projeto Elétrico Fotovoltaico para Sistemas de Geração Distribuída

A NBR 16690 está em consulta pública, você já a conhece?

Ela vai impactar os seus projetos de FV e seus negócios.

Que tal aprender com quem participou da elaboração da norma?

Neste curso de projetos elétricos fotovoltaicos, assuntos como dimensionamento dos condutores, da proteção, aterramento, SPDA em sistemas FV, proteção contra surtos dentre outros são abordados.

No último dia de curso, “mãos na massa”. Vamos aplicar os conhecimentos adquiridos para dimensionar uma usina de 200kWp.

Em maio, o curso ocorrerá em Salvador/BA.

Ah, esqueci de dizer…. Quem idealizou e vai ministrar o curso sou eu.

Vai perder?

Ah, e tem mais.

Vai ter combo: Quem participar do curso é meu convidado para o Workshop sobre Dimensionamento FV para o Grupo A em Salvador, sem custo!

Datas e valores:

  • O curso ocorrerá nos dias 18 e 19/05 em Salvador.
  • R$ 1200,00 em 3x sem juros no cartão de crédito ou com 10% de desconto a vista.

#conhecimentodivididomultiplica

lumiere 226

No post de hoje, farei vamos ver a resenha da Revista Lumiere 226, de fevereiro de 2017.

Lumiere 226

A edição da Lumiere 226 traz artigos que tratam de energia solar, iluminação, instalações elétricas, instalações Ex e termografia.

Nessa edição tive minha estreia da coluna Espaço Solar, mas já falamos sobre esse artigo AQUI.

Iluminação Pública

Nessa reportagem, a Waléria Matos fala sobre a Iluminação Integrada, com foco em iluminação pública. Chama minha atenção o baixo % de iluminação LED na iluminação pública (estimado à época em 20%), em um momento em que todo mundo fala sobre energia.

Em breve vai aparecer alguém querendo fazer uma usina solar para a Iluminação Pública, quando provavelmente seria melhor primeiro realizar um retrofit e depois sim, pensar na usina.

Mesmo para quem não é do setor ou especialista em iluminação, a leitura é bastante interessante.

Termografia, aplicações para fins de manutenção segurança e confiabilidade em instalações elétricas de múltiplos usos

Esse artigo foi o primeiro artigo da série finalista do Prêmio Abracopel de Jornalismo de 2017, escrito pelo Igor Cavalheiro e Marcus Possi.

Nesse primeiro artigo, falam sobre os conceitos iniciais da Termografia.

Escrito de forma clara e elucidativa, leitura obrigatória.

Instalações Elétricas em Atmosfera Explosivas – Retrospectiva 2016

Roberval Bulgarelli faz uma retrospectiva das atualizações de normas Ex em 2016. Não é bem minha expertise, mas qualquer um que resolva historiar as atualizações de normas aqui no Brasil tem minha atenção.

Para quem é da área ou tem interesse, o artigo é bastante interessante.

Aterramento – O ponto nevrálgico da instalação elétrica

Nesse artigo, Edson Martinho fala de algo que sempre dá muita discussão. ATERRAMENTO.

Não preciso nem dizer, leitura obrigatória.

O valor da Termografia para a Manutenção Preventiva

Rodrigo Cunha, gerente de produto da Fluke, destaca a importância da termografia e da manutenção preventiva.

Parece até que combinou com o Marcus Possi. 🙂

A Revista Lumiere 226 pode ser lida AQUI.

Buscando conhecimentos sobre energia solar? Veja Webinários sobre o assunto.

Entendendo conceitos de energia solar

Neste webinário, temos a minha estreia no programa Eletricista Consciente da Abracopel, onde dou um apanhado geral sobre sistemas FV.

String Box

O que deve ter uma String Box? Tem norma? Vamos ver nesse webinário.

Riscos Elétricos em um sistema FV

Neste Webinário, falo sobre as preocupações de risco elétrico que precisamos ter em um sistema FV.

Preocupações no combate a incêndio em uma instalação com sistema de energia solar FV

Um incêndio em uma edificação com sistema FV altera algo? Os bombeiros militares e os brigadistas estão cientes?

SPDA e o sistema FV

Vamos analisar as peculiaridades que temos com um sistema FV instalado em um cliente com SPDA?

 

 

Fechando a série vencedora do Prêmio de Jornalismo Abracopel com Corrente Alternada em instalações fotovoltaicas, uma análise com foco na segurança em eletricidade.

Corrente alternada em instalações fotovoltaicas

Toda instalação de um sistema fotovoltaico conectado a rede, necessariamente possui instalações em corrente alternada. A princípio, não existe, ou não deveria existir riscos diferentes que uma instalação elétrica normalmente tem. Mas eu discordo.

Como é o mercado?

O mercado de geração distribuída, principalmente o segmento de micro geração, foi desenvolvido através dos principais fatores:

  • Mudança na legislação, que permitiu a injeção de energia na rede da distribuidora e o uso de compensações;
  • O desenvolvimento de um mercado de empresas de distribuição de geradores fotovoltaicos, que passaram a oferecer todos os itens necessários (kits) para um sistema fotovoltaico;
  • O desenvolvimento de um mercado de cursos/treinamentos que visam formar mão de obra capacitada para o dimensionamento e a instalação de um sistema fotovoltaico;

O grande problema é que os treinamentos que visam capacitar não abordam um ponto muito importante: Instalações elétricas em corrente alternada.

Dessa forma, estamos colocando uma série de pessoas no mercado, que estão trabalhando e modificando a instalação elétrica de residências, e desprezando o acréscimo de riscos que temos.

O mais curioso é que com quase 12 anos de NR-10, esse assunto não seja tratado com a devida atenção.

Mas, vamos as principais preocupações em CA.

Primeiro, o que diz a NBR5410 sobre segurança?

Toda a filosofia da NBR 5410 (aliás, de qualquer norma de instalações) tem como base a segurança das pessoas e do patrimônio. Ela define condições mínimas (e não o estado da arte) que devem ser cumpridas.

Então, quando instalamos um sistema fotovoltaico, estamos modificando as características da instalação elétrica. Precisamos, dessa forma, garantir que onde intervimos ao ponto de conexão ao medidor, as condições mínimas de segurança estejam atendidas (ou seja, em conformidade com a norma).

Medidas de proteção contra choque

A NBR 5410 e a NR10 prescrevem a necessidade do seccionamento automático da alimentação. Sabemos, que dependendo do tipo de esquema de aterramento que a edificação tiver (TN ou TT), o modo de realizar esse seccionamento automático é diferente.

Então, é necessário que o instalador do sistema FV saiba, primeiramente, reconhecer, em campo se o esquema de aterramento é o TN, o TT ou uma mistura incorreta dos dois. Apenas após identificar isso, se é possível definir qual o dispositivo poderá ser escolhido para cumprir a função de seccionamento automático da alimentação.

Ainda é necessário a avaliação do aterramento, definir se o mesmo está adequado ou não, e não estando, definir e providenciar as intervenções necessárias para a adequação do mesmo.

Proteção contra surtos

Está aí um grande problema. Os kits fotovoltaicos, normalmente tem os DPS para o lado de CC (na maioria, errado ou de má qualidade, mas isso é outro assunto, sobre DPS CC veja meus outros posts https://viniciusayrao.com.br/dps-solar/ e https://viniciusayrao.com.br/dps-fotovoltaico/), mas não tem para o lado CA. Quando tem, a definição deles foi feita sem uma análise da instalação, mas especificado como se fosse uma coisa padronizada.

Mesmo que aceitemos que o modelo e tipo de DPS que virá no Kit esteja de acordo, caberá (ou deveria caber) ao projetista do FV, verificar a correta coordenação dos DPS existentes com o novo DPS que seria instalado com o sistema fotovoltaico.

No entanto, mesmo para os engenheiros eletricistas que militam em instalações elétricas, o assunto proteção contra surtos e especificação de DPS é complexo.

Entradas de energia alimentadas com rede aérea ou em empreendimentos que possuem SPDA instalado deveriam possuir DPS classe 1 e depois os classe 2. A maioria das instalações existentes, ou não tem DPS, ou se tem, estão especificados incorretamente (veja o que falo de DPS em https://viniciusayrao.com.br/especificacao-do-dps/).

Por último, um DPS para corrente alternada precisa de um fusível de proteção, cujo valor máximo encontra-se no catálogo de cada fabricante. Também é muito comum a instalação de DPS sem o fusível de proteção.

corrente alternada em instalações fotovoltaicas - DPS sem proteção
Figura 1 – DPS em CA sem dispositivo de proteção

Ponto de conexão

O local onde o gerador fotovoltaico é conectado efetivamente as instalações elétricas da edificação é o ponto de conexão.

Se utilizarmos um disjuntor, por exemplo, ele deverá ter, no mínimo, as características dos demais disjuntores do mesmo quadro.

Além disso, esse disjuntor a ser instalado exigirá uma intervenção no quadro de distribuição, que não pode ser realizada de qualquer maneira.

Quadros de distribuição que compramos prontos, comuns em muitos empreendimentos residenciais e comerciais, tem seus barramentos de derivação de capacidade de condução de correntes com valores na ordem de 30 ou 40A, mesmo que o barramento geral seja de 100 ou 150A.

corrente alternada em instalações fotovoltaicas - quadro de distribuição
Figura 2- Quadro encontrado em instalação residencial

Esse é um fator que deve ser levado em consideração, pois pode ser um ponto de sobrecarga futura na instalação.

Linhas elétricas

A linha elétrica a ser utilizada no lado de CA precisa avaliar as influencias ambientais em que estará submetido. Instalações em locais de alta afluência de público, por exemplo, não poderão ser de PVC.

Talvez seja um dos pontos mais críticos para residências quando falamos em FV.

A NBR5410 me define o que pode ser usado aonde, certas linhas elétricas que são aceitas em instalações industriais, por exemplo, não podem ser utilizadas em instalações residenciais.

Uso de cabos aparentes, instalação de condutores CC e CA (oriundos de fontes diferentes) são bastante adotados em instalações FV atualmente.

Conclusão

É impossível a execução de uma instalação FV com condições mínimas de segurança elétrica sem a observância da NBR5410. Aliás, sem o amplo domínio da mesma.

É necessário que o mercado entenda isso, e mais, que entenda que não se forma um especialista em instalações elétricas em 100h de treinamento, por exemplo.

Sem um esforço continuo do mercado, dos seus principais players, e nesse caso incluo as associações (ABSOLAR e ABGD, por exemplo), dos distribuidores, fabricantes, empresas de engenharia consultiva, projetistas e instaladores, não teremos uma melhora na segurança dessas instalações.

Aliás, no primeiro acidente grave que ocorrer, o lobby contra a geração distribuída só aumentará, e dessa vez com argumentos. É dever de todos nós lutar por instalações FV mais seguras, quer pelo aspecto de responsabilidade, quer pelo aspecto financeiro.

Resumo do Espaço Solar

Busquei nos artigos trazer um apanhado geral sobre segurança em FV.

Nos próximos artigos, abordarei assuntos de FV, não necessariamente ligados a segurança, mas também sobre a parte econômica financeira e sobre o projeto de norma de arranjos fotovoltaicos.

Caso tenham sugestões de assuntos para abordar, mandem email para vinicius@viniciusayrao.com.br.

Figura 1: Extraída de: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRNnjzojfKewvFbWWmudU19F0N3Zb4Yh_QUbWkCWCyGbCNQUWfs4g

Figura 2: Extraída de: https://www.google.com.br/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Fbr.habcdn.com%2Fphotos%2Fproject%2Fbig%2Fquadro-de-distribuicao-antigo-nema-1021921.jpg&imgrefurl=https%3A%2F%2Fprojetos.habitissimo.com.br%2Fprojeto%2Fatualizacao-de-quadro-de-distribuicao&docid=6I87cdpgiIqAFM&tbnid=YlPzYnNJg-1glM%3A&vet=10ahUKEwig47i-n4nVAhVIlZAKHe1BBD4QMwgjKAEwAQ..i&w=900&h=506&hl=pt-br&safe=active&bih=613&biw=1366&q=quadro%20de%20distribui%C3%A7%C3%A3o%20ruim&ved=0ahUKEwig47i-n4nVAhVIlZAKHe1BBD4QMwgjKAEwAQ&iact=mrc&uact=8

Artigo publicado originalmente na revista Lumière Electric 231 – Link da revista AQUI

Os 4 artigos escritos até agora, links ao final do artigo,com um pouco de consulta e conhecimento técnico de eletricidade, independente do fato de termos ou não uma norma brasileira especifica para arranjos FV, poderíamos concluir tudo o que escrevi. No entanto, quando falamos de DPS Fotovoltaico , a coisa complica um pouco (na verdade, muito).

O que é DPS e para que serve?

O DPS é um dispositivo de proteção contra surtos, e como o próprio nome diz, tem como objetivo proteger a instalação e os equipamentos contra surtos transitórios de tensão.

Esses surtos podem ser originados de descargas atmosféricas diretas ou indiretas na edificação ou por manobras na rede da concessionária.

As duas principais normas de instalações que prescrevem sobre o uso de DPS são a NBR5410 e a NBR5419.

O assunto e a correta especificação de DPS já não é simples no lado de CA, e falar sobre isso fugiria um pouco ao objetivo desse artigo.

Mas quando falamos sobre DPS para o lado de CC em um sistema fotovoltaico, temos um problema. O DPS NÃO pode ser o mesmo que utilizamos em CA.

Qual(is) normas de DPS?

No Brasil, a norma de produto de DPS é a NBR IEC 61643-1, de 2007, baseada na revisão de 2005 da IEC 61643-1. Já temos um ponto de preocupação, pois essa norma IEC foi substituída pela IEC 61643-11 em 2011, e a norma ABNT se baseia ainda na revisão de 2005.

Mas, vamos ao escopo da norma:

Esta parte do ABNT NBR IEC 61643 é aplicável aos dispositivos para proteção de surto contra efeitos diretos e indiretos de descargas atmosféricas ou outras sobretensões transitórias.

Estes dispositivos são montados para serem conectados a circuitos de 50/60 Hz c.a. ou c.c, e equipamentos de tensão nominal eficaz (r.m.s) até 1 000 V ou 1 500 V c.c. As características de desempenho, os métodos de ensaios e as características nominais são estabelecidos para estes dispositivos que contêm pelo menos um componente não linear destinado para limitar surtos de tensão e desviar surtos de corrente.

Pelo escopo da norma, atende a CC até 1500V, logo, atende a FV, simples assim.

Mas, não é assim.

Um pouco de história

Após uma série de incêndios na Europa (principalmente na Alemanha), se investigou e em meados de 2006 e 2007 concluíram que o DPS, fabricado conforme a norma existente, era um possível foco de incêndio ao fim de sua vida útil.

Catálogos de fabricantes da época chamavam atenção sobre isso.

DPS fotovoltaico - catalogo Weidemuller espanhol
Figura 1 – Extraído do Protección contra sobretensiones en instalaciones fotovoltaicas
Información técnica – Weidmüller – 2009

Em 2009 um fabricante alemão desenvolveu e patenteou um DPS com um fusível integrado que solucionava esse problema. Esse DPS foi concebido de tal forma, que ao final de sua vida útil esse fusível interrompe o circuito internamente no DPS, acabando com o risco de incêndio.

Em 2011, foi publicado uma norma europeia, a EN-50539-11 (Low-voltage surge protective devices. Surge protective devices for specific application including d.c. Requirements and tests for SPDs in photovoltaic applications), voltado especificamente para corrente continua em FV, pois se chegou ao consenso de que a IEC 61643-11 não atenderia a FV.

Essa norma, entre outros avanços, traz a necessidade de se prever um meio de desconexão do DPS do sistema ao fim de sua vida útil.

Por que existe o risco de incêndio

O que um DPS faz é dar passagem para a terra no momento do surto. Ele sai de um estado isolante (circuito aberto) para um estado de curto (circuito fechado) e quando o surto (a sobretensão) cessa, ele volta ao seu estado normal (pelo menos, deveria).

O que caracterizará o fim da vida útil é o fato de o equipamento ser incapaz de voltar ao estado original. Nesse momento então, o circuito permanece fechado.

Instalações em que a corrente de fuga é alta, um fusível de retaguarda externo ao DPS o isolaria do sistema, terminando o risco de incêndio.

No entanto, em um sistema FV conectado a rede (on grid), a corrente de curto circuito não é muito maior que a nominal. Na verdade, em condições de baixa insolação, a corrente de curto circuito ainda será menor que a corrente em condições normais de alta insolação.

Em virtude disso, o fusível de retaguarda não atuaria nesses casos.

Um DPS conforme a IEC 61643-1 (ou a -11, em sua revisão atual) vai, em seu interior, tentar fazer essa desconexão mecanicamente, mas, a associação de corrente contínua em tensões altas e a ausência de câmara de extinção de arco no interior do DPS virará uma fonte de calor e um foco de incêndio.

E preciso me preocupar com a EN 50539-11?

O engenheiro quando projeta e/ou especifica um equipamento deve fazê-lo tendo em mente também as características da instalação e visando garantir a segurança das pessoas e do patrimônio.

Sabemos que a IEC 61643-11 (e por consequência a NBR IEC 61643-1), não oferece as condições de segurança necessárias.

Será que podemos, como profissionais não levar isso em consideração, apenas com a alegativa de que não temos norma nacional sobre o assunto?

Mas, independente de juízos de valores pessoais que possamos fazer, a NR-10 deixa claro que na ausência ou omissão de normas nacionais devem ser aplicadas as normas internacionais ou estrangeiras. Esse caso, não é um item claro de omissão na norma?

DPS Fotovoltaico em Y

Uma recomendação dos fabricantes de DPS para instalações fotovoltaicas é que eles sejam ligados em Y, pois essa configuração é resistente em uma falha de isolação em um sistema fotovoltaico.

Exemplo, se em um sistema de 1000V o polo negativo tem uma falta a terra, entre o polo positivo e a terra teremos uma tensão de 1000V.

Se utilizamos um DPS singelo de 500V, ele irá queimar. Em uma configuração em Y sempre teremos 2 varistores em serie que vão suportar essa tensão (500V + 500V) e a tensão se divide entre os dois.

DPS fotovoltaico - conexão em Y
Figura 1 – Exemplo Configuracao em Y – extraido do CLC TS 50539-12 2013

Situação no Brasil

O projeto de norma de Instalações Elétricas – Arranjos fotovoltaicos, que por sua vez foi baseada no documento que deu origem a IEC 62548 Photovoltaic (PV) arrays. Design requirements, traz em seu texto que os DPS no lado de CC de um arranjo FV deverão estar de acordo com a EN 50539-11, obrigatoriedade esta que já consta da IEC 62548.

Alguns poucos fabricantes ou importadores de DPS no Brasil comercializam DPS projetados e construídos conforme a EN 50539-11.

A alegativa dos que comercializam os DPS conforme NBR IEC 61643 é que, pelo escopo da norma, atende, desprezando com isso as lições aprendidas em outros países, coloca em risco pessoas e patrimônio, e induz projetistas ao erro.

Fica a pergunta, será necessário algum acidente grave para que sejamos mais responsáveis?

Observações:

Entre a data de publicação desse artigo na Revisa Lumiere e nesse post, algumas novidades:

  • Em 01/2018 será publicado a norma IEC 61643-31 – ED1: Low-voltage surge protective devices – Part 31: Requirements and test methods for SPDs for photovoltaic installations;
  • A IEC 62548 cita a EN 50539-11, mas essa IEC será revalidada ou não em 2018. Acredito (juízo de valor meu) que será substituído as referências;
  • O Projeto de norma da ABNT – Instalações Elétricas: Arranjos Fotovoltaicos, traz em seu texto a exigência da EN 50539-11. Como ainda vai a consulta pública, acredito que a revisão substitua.
  • As informações que tenho é que a IEC 61643-31 é baseada na EN 50539-11. 

Artigo publicado originalmente na revista Lumière Electric 230 – Link da revista AQUI

Artigo escrito em colaboração com

Maria Jose Lopez – engenheira Eletricista, atualmente é Gerente da América Latina da DEHN+SOHNE. Anteriormente trabalhou como especialista em proteção de sistemas fotovoltaicos na filial da Espanha da Dehn.

Veja os outros artigos da série vencedora do Prêmio de Jornalismo Abracopel
Especificação da string box

Continuando a série vencedora do Prêmio Jornalismo Abracopel, o 4º artigo tratando da Especificação da String Box .

Não deixe de ler os outros três artigos (1, 2 e 3).

Especificação da string box

No artigo anterior abordei a especificação dos materiais em corrente contínua para FV. Nesse artigo abordarei a especificação da String Box (caixa de junção) e das seccionadoras.

Seccionadoras

Antes de analisarmos como uma seccionadora deve ser especificada, precisamos definir quando precisamos usá-la.

A IEC 62458 (E o projeto de norma da ABNT de arranjos fotovoltaicos) vai definir quando é obrigatório a instalação de um dispositivo capaz de seccionar a tensão no lado de corrente contínua de um sistema fotovoltaico.

Essa determinação é feita em função da classificação DCV do arranjo. Como essa classificação DCV não é de uso corriqueiro para boa parte da comunidade técnica, abaixo temos uma tabela que resume essa classificação.

especificação da string box - tabela dcv

Tabela 1 – Extraída do Projeto de Norma: Instalações Elétricas: Arranjos Fotovoltaicos

Com essa definição em mãos, podemos agora definir onde é necessário o uso de um dispositivo para seccionar e qual o tipo dispositivo devemos utilizar, conforme tabela a seguir.

especificação da string box - tabela seccionamento

Tabela 2 – Extraída do Projeto de Norma: Instalações Elétricas: Arranjos Fotovoltaicos

Terminologia…

Analisando as duas tabelas, podemos ver que a grande maioria dos arranjos fotovoltaicos que utilizamos é o DVC-C, e nesses casos, no mínimo do arranjo precisaremos de um dispositivo interruptor seccionador.

É muito comum o uso dos termos seccionador e interruptor de forma errônea, então antes de mais nada, vamos buscar a terminologia correta.

  • Seccionador: dispositivo de manobra mecânica que, na posição aberta, atende aos requisitos especificados para a função de isolação;
  • Interruptor: dispositivo de manobra mecânica capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito, que pode incluir condições especificadas de sobrecargas em serviço, assim como conduzir por tempo determinado correntes em condições anormais especificadas do circuito, como as de curto-circuito;
  • Interruptor-seccionador: interruptor que, na posição aberta, atende aos requisitos de isolação especificados para um seccionador;
  • Disjuntor: dispositivo de manobra mecânica, capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito, assim como estabelecer, conduzir por um tempo especificado e interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito, como as de curto-circuito;

Definições extraídas da NBR IEC 60947-1

Se olharmos com atenção a tabela 2, veremos que a norma distingue bem locais apenas com seccionador e locais com dispositivo interruptor seccionador.

Na grande maioria das instalações no Brasil, nosso arranjo fotovoltaico está enquadrado em DCV-C, dessa forma, será, no mínimo, sempre obrigatório o uso de dispositivo interruptor-seccionador no arranjo.

Entendendo o que diz a tabela

Com isso, a primeira coisa que temos que ter em mente é que precisa ser SOB CARGA. Apesar de não ser correta a terminologia, se escrevermos interruptor ou seccionador na especificação, devemos usar a expressão SOB CARGA.

O objetivo de ser redundante (no caso do uso da palavra interruptor, já que por definição ele é SOB CARGA) é que o mercado não tem o devido domínio das terminologias técnicas, e nossa preocupação é garantir a segurança.

Mas, os dispositivos interruptores/seccionadores também precisam atender as seguintes características:

  • não possuir qualquer parte de metal exposta, tanto em estado ligado como desligado;
  • apresentar corrente nominal igual ou superior a do respectivo dispositivo de proteção
  • Não ser sensíveis à polaridade (correntes de falta em um arranjo fotovoltaico podem fluir no sentido oposto ao de operação normal);
  • Ser dimensionados para seccionar plena carga e potenciais correntes de falta do gerador fotovoltaico e quaisquer outras fontes de energia conectadas, tais como baterias, geradores e a rede elétrica, se presente;
  • Quando a proteção contra sobrecorrente for incorporada, devem ser dimensionados de acordo com 5.3.
  • Interromper todos os condutores energizados simultaneamente.

Não podemos esquecer que o dispositivo interruptor seccionador deve ser apropriado para uso em CC.

Caixa de Junção (String Box)

Estamos de novo em um item polêmico. Qualquer instalação em que não se use micro inversores (sobre micro inversores falaremos futuramente) vai precisar de uma caixa de junção, nem que seja apenas para acondicionar o dispositivo interruptor seccionador, de uso obrigatório, como vimos.

Além do dispositivo interruptor-seccionador, ainda podemos ter DPS, disjuntores, dispositivos fusíveis, etc. Todos esses dispositivos devem ficar acondicionados em uma ou mais string box (utilizarei o termo em inglês, por ser o termo consagrado no mercado nacional).

Para analisarmos como fazer a especificação da string box, precisamos saber o que ela é. Novamente, iremos recorrer a terminologia técnica:

  • caixa de junção: invólucro no qual subarranjos fotovoltaicos, séries fotovoltaicas ou módulos fotovoltaicos são conectados em paralelo, e que pode alojar dispositivos de proteção e/ou de seccionamento.

NOTA    Termos equivalentes em inglês: string box, junction box ou combiner box.

Extraído da ABNT NBR 10899:2013

Pela definição, podemos ver que é muito parecido com a definição de quadro de distribuição:

  • Quadro de distribuição: Equipamento elétrico destinado a receber energia elétrica, através de uma ou mais alimentações, e a distribuí-la a um ou mais circuitos, podendo também desempenhar funções de proteção, seccionamento, controle e/ou medição.

Extraído da ABNT NBR IEC 50 (826)

Ao buscarmos pelas normas de produto vigentes, temos que as normas de produto que englobam o escopo da String Box seriam a NBR IEC 60439-1 e as NBR IEC 61439-1 e -2. Todas elas trazem em seu escopo tensão nominal inferior a 1500V em CC.

Para as string box montadas por pequenos fabricantes, na maioria dos casos, não temos certeza que o conjunto como um todo atende a uma dessas três normas. Na verdade, alguns desses fabricantes desconhecem até o fato de se possuir norma para isso.

Restrições de custo e dificuldade na compra de uma string box com certificação de que foi produzida em conformidade com alguma dessas normas vai dificultar a escolha e especificação.

Nessa situação, como especificar e comprar?

A sugestão é que, como os montadores encaram a string box como um conjunto de equipamentos, que se especifique item por item os equipamentos da string box, para evitar que se tenha equipamentos não condizentes com as necessidades da instalação ou que não atendam as normas necessárias para sistemas FV.

Ao especificar os componentes, deve-se dar atenção a especificação dos invólucros, tanto a resistência ou não aos raios UV quanto ao grau de proteção IP.

Norma de instalação x norma de produto

Não há impedimento normativo (pelo menos que eu conheça) de se fabricar um conjunto de manobra (isso inclui uma strig box) que contenha tensões diferentes em seu interior (seja de valores nominais, seja de CC e CA, por exemplo).

No entanto, a norma de instalações, a NBR 5410, PROÍBE  o uso de duas fontes diferentes no mesmo quadro, com exceção pra os conjuntos de manobra projetados para efetuar o intercâmbio, como podemos ver no item transcrito a seguir:

4.2.5.7 Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública, geração local, etc.), a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais. Em particular, não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem, com elementos de outra alimentação, quadros de distribuição e linhas, incluindo as caixas dessas linhas, salvo as seguintes exceções:

 a) circuitos de sinalização e comando, no interior de quadros;

b) conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação

c) linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados.

Temos que em uma instalação conectado a rede, é o inversor que faz o intercâmbio entre as fontes, dessa forma, não é permitido por norma que se instale as chamadas string box CA + CC (para mais sobre isso, leia o post String Box CA + CC – Pode isso Arnaldo? ).

Então, lembre-se sempre que o responsável pelo projeto e execução não é o fabricante e sim as pessoas que emitem a ART. Delegar essa função para o fabricante da string box pode se revelar um risco quando o produto não atender as normas de instalações.

Na próxima edição falaremos especificamente sobre DPS para as instalações FV.

Fontes consultadas:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10899:2013 : Energia solar fotovoltaica — Terminologia. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. 11p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR IEC 60947-1:2013 : Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão
- Parte 1: Regras gerais. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. 247p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Texto base Projeto de Norma de Instalações elétricas de Baixa Tensão – Arranjos Fotovoltaicos. Rio de Janeiro, ABNT, 2016.

Artigo publicado originalmente na revista Lumière Electric 229 – Link da revista AQUI

 

Riscos e cuidados na especificação de equipamentos em CC parte 1

No post de hoje, o 3º artigo da série vencedora do Prêmio Abracopel de Jornalismo – Riscos e cuidados na especificação de equipamentos em CC em sistema fotovoltaico- parte 1

Riscos e cuidados na especificação de equipamentos em CC em sistema fotovoltaico – parte 1

Nos artigos anteriores (você pode ler AQUI e AQUI), busquei justificar que o nível de complexidade de uma instalação fotovoltaica não é tão simples quanto se apregoa e falei dos riscos envolvendo a fixação, içamento e do trabalho em altura em instalações de sistemas fotovoltaicos, mas ainda não tratamos de eletricidade propriamente dito.

Segurança em uma instalação elétrica qualquer, começa necessariamente no projeto. A especificação dos materiais é um conceito de projeto, então, o primeiro item que abordaremos será as especificações dos materiais.

Especificação de materiais

Um item, que quando falamos parece óbvio, mas muitos players não têm se preocupado com isso, é que os materiais e equipamentos no lado de corrente contínua tem que ser apropriados para o trabalho em corrente contínua, para o nível de tensão em corrente contínua e, para alguns produtos, devem ser específicos para instalações fotovoltaicas.

Principais materiais elétricos de um sistema fotovoltaico para o lado de corrente contínua

  • Módulo fotovoltaico
  • Condutores elétricos (cabos)
  • Conectores
  • Disjuntores
  • Fusíveis
  • Dispositivos fusíveis
  • Seccionadores
  • Caixas de junção
  • DPS
  • Inversores

Materiais e/ou equipamentos dimensionados e especificados de forma incorreta, podem causar problemas funcionais ou, pior, trazer riscos à segurança tanto das pessoas quanto ao patrimônio.

Por ser, para nós, brasileiros, uma tecnologia mais nova, a correta especificação gera um razoável nível de dúvidas.

Vamos tentar dirimir as mais graves agora.

Condutores elétricos

As instalações de um sistema fotovoltaico, para o condutor, tem algumas peculiaridades importantes.

Os condutores que estão expostos ao tempo e os que estão juntos as placas sofrem ação dos raios UV e atingem temperaturas mais altas que um cabo utilizado em instalações elétricas em corrente alternada.

Por isso, os condutores precisarão ser capazes de suportar essas duas condições, a alta temperatura e a influência dos raios UV.

Para essas condições, é necessário que se utilize os cabos que atendam a norma EN 50618, os quais tratamos no mercado como cabos solares.

A norma ABNT que tratará desses cabos, NBR 16612, encontra-se em consulta pública, e os principais fabricantes já estão com seus produtos atendendo a norma (na data do artigo original estava em consulta pública, sendo que atualmente já foi publicada).

Os cabos de interligação entre os arranjos series/paralelos e o inversor, em plantas maiores, podem, dependendo do método de instalação não estar expostos a intempéries e aos raios UV, então, não é obrigatório nesses casos que se use os cabos solares.

No entanto, é obrigatório que os cabos sejam do tipo unipolares (aqueles que tem dupla isolação, mas sobre diferenças entre cabos isolados e unipolares AQUI). Em hipótese nenhuma podem ser utilizados cabos isolados (apenas uma isolação), mesmo no interior das caixas de junção (string box);

Cabe ressaltar que o cabo escolhido tem que ter isolação no mínimo igual a tensão máxima de trabalho do sistema, ou seja, se por ventura estivermos utilizando um inversor que tenha tensão de trabalho de até 1200Vcc, os cabos precisarão ter nível de isolamento compatível com essa tensão.

Resumo especificação dos cabos:

equipamentos em CC em sistema fotovoltaico - condutores

Conectores

Em relação aos conectores, a primeira coisa que precisamos saber é que eles precisam ter dupla isolação. Na verdade, todos os materiais e equipamentos no lado de CC do sistema fotovoltaico precisam ter essa condição atendida.

Existem vários modelos de conectores para esse tipo de instalação, mas o modelo MC4, do fabricante Multicontact acabou virando referência e existem uma série de fabricantes que fabricam modelos análogos ou compatíveis com o MC4.

No entanto, muita atenção deve ser dada a esse ponto. A norma 16274:2014 – Sistemas fotovoltaicos conectados à rede – Requisitos mínimos para documentação, ensaios de comissionamento, inspeção e avaliação de desempenho, coloca como exigência que plugues e soquetes conectados entre si sejam do mesmo tipo e do mesmo fabricante.

Essa exigência também consta da IEC 62548:2016 e do projeto de norma de instalações elétricas de baixa tensão – arranjos fotovoltaicos.

A justificativa técnica é que não há norma de produto para esses conectores, e sim de desempenho. Dessa forma, detalhes de molde, folgas e etc são de escolha e domínio de cada fabricante, podendo, em caso de utilização de plug de um fabricante e soquete de outro fabricante gerar mal contato, mesmo sendo de modelos a princípio compatíveis.

Esse é um ponto que cria uma série de dificuldades, pois os painéis já vêm com seus próprios terminais, o que nos obriga a comprar do mesmo modelo e fabricante, ou então, trocar os dos painéis, gerando mais custo, mais trabalho e o risco de perda de garantia do fabricante.

Apesar de ser um ponto polêmico, isso já está na norma de comissionamento desde 2014 e a grande maioria dos instaladores desconhece essa exigência.

Como sempre, a tensão de isolação do conector deve ser maior que a máxima tensão de trabalho do arranjo.

Disjuntores

Esse talvez seja um dos pontos mais problemáticos.

Primeiro, ao especificarmos um disjuntor para qualquer tipo de aplicação, devemos especifica-lo para a tensão, corrente, frequência e capacidade de interrupção compatíveis com a instalação.

Então, qualquer disjuntor a ser usado em corrente contínua, deveria, no mínimo, ser fabricado para atuar em corrente contínua.

Realizando uma consulta ao ABNT Catalogo, temos que as normas de disjuntores nacionais são:

  • ABNT NBR IEC 60947-2:2013 – Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão Parte 2: Disjuntores, cujo objetivo é:

Esta Norma se aplica a disjuntores cujos contatos principais são previstos para serem conectados aos circuitos com tensão nominal não superior a 1000 V de corrente alternada ou 1500V de corrente contínua; contém, também, requisitos adicionais para disjuntores com fusíveis incorporados.

  • ABNT NBR NM 60898:2004 – Disjuntores para proteção de sobrecorrentes para instalações domésticas e similares (IEC 60898:1995, MOD), cujo objetivo é:

Fixa as condições exigíveis a disjuntores com interrupção no ar de corrente alternada em 50 ou 60 Hz tendo uma tensão nominal até 440 V (entre fases), uma corrente nominal até 125 A e uma capacidade de curto-circuito nominal até 25 000 A.

Então, os mini disjuntores, que atendem a norma NBR NM 60898 NÃO podem ser utilizados em corrente contínua.

Caso se deseje ou se opte por usar mini disjuntores, deve-se usar os que atendam a IEC 60898-2:2016, cujo o escopo abrange corrente contínua até 440V.

Antes de se realizar a compra, deve-se observar se o disjuntor, além de ter sido fabricado conforme norma que englobe a CC, se foi fabricado para tal, visto que o fabricante pode ter feito aquela determinada linha de produtos para apenas CA, por exemplo.

Fusíveis

Existe uma série de tipos e modelos de fusíveis, cada um com sua aplicação distintas.

Os fusíveis para uso em sistemas fotovoltaicos só podem ser do tipo g, que atenda a norma IEC 60269-6. Em hipótese nenhuma pode ser usado outro tipo de fusível.

As instalações de sistemas fotovoltaicos conectados à rede (e sem acondicionamento de carga) tem duas peculiaridades que são importantes para proteção, que é o fato das correntes de curto-circuito não serem muito maiores que as correntes nominais e a capacidade de formar e sustentar arco elétrico com correntes não muito superiores a corrente de operação

Fontes consultadas:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10899:2013 : Energia solar fotovoltaica — Terminologia. Rio de Janeiro: ABNT, 2013. 11p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Texto base Projeto de Norma de Instalações elétricas de Baixa Tensão – Arranjos Fotovoltaicos. Rio de Janeiro, ABNT, 2016.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Projeto de Norma de NBR 16682 – Cabos de potência para sistemas fotovoltaicos não halogenados, isolados, com cobertura, para tensão de até 1,8kVcc entre condutores – Requisitos de desempenho. Rio de Janeiro, ABNT, 2017.

Artigo publicado originalmente na revista Lumière Electric 228 – Link da revista AQUI

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