Mês de Copa do mundo e a agenda deu uma reduzida. Mas, após a copa, temos é evento. Confira onde estarei em eventos de energia solar jul/ago 2018.

Workshop sobre Dimensionamento FV para o Grupo A

Ainda com dúvidas sobre como ler uma conta de cliente do grupo A? Como determinar qual o tamanho do gerador FV que seu cliente precisa? Quais os limites do sistema?

Vamos acabar com essas dúvidas.

Em Julho estarei em Brasilia e Belo Horizonte, e em Agosto, pelo Centro-oeste, em Goiânia e Brasilia.

E tem bônus!!!

Inscrições e pagamentos até o dia 25/06 recebem um voucher para uma consultoria on line via Skype comigo!!

R$ 180,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 200,00 no cartão de crédito.

Inscrições em: http://bit.ly/2vyfnZB

eventos energia solar em jul/ago 2018 - Workshop

Os eventos ocorrerão nas seguintes datas:

  • Brasilia/DF: Dia 18/07, das 18:30 as 21:30hs
  • Belo Horizonte/MG: Dia 26/07, das 18:30 as 21:30hs
  • Goiânia/GO: Dia 08/08, das 18:30 as 21:30hs
  • Cuiabá/MT: Dia 15/08, das 18:30 as 21:30hs

Tem uma “cereja de bolo”.

Uma planilha com os valores das tarifas TE do Grupo A (sem impostos) das concessionárias do Brasil. Aproveitem!

Road Show Ecori

Estarei presente em meu segundo Roadshow com a Ecori, falando sobre Solaredge.

O Road Show dessa vez será em Belo Horizonte/MG, dia 07/07.

Vamos falar sobre MLPE?

Não conhece ainda?

Conhece mas não sabe porque essa tecnologia está dominando o mundo?

Então, aproveite!

Vamos dividir conhecimento e fazer networking!

 

eventos de energia solar jul/ago 2018 - Ecori

Inscrições em: http://bit.ly/2ll1FBi

Workshop de Aterramento Predial

É bem comum ter dúvidas e questões quando o assunto é aterramento predial.

Tipos, esquemas, separado ou exclusivo e ainda as previsões normativas da NBR 5410 e NBR 5419. Só para começar a conversa…

Que tal uma chance de obter conhecimento, com um profissional de expertise reconhecida em todo o mercado, o Edson Martinho?

Participe!

Workshop Aterramento Predial estará em Brasilia e em Cuiabá!!

  • Dia 17/07 das 18:30 às 21:30 em Brasilia/DF
  • Dia 14/08 das 18h30 às 21h30 em Cuiaba/MT

E para as suas futuras consultas daqueles pontos importantes do workshop?

Você vai receber um e-book “Desmistificando o aterramento predial”, sem ônus, para otimizar seu desempenho neste tema.

Inscrições em: http://bit.ly/2K6kvre

Abracopel

Estaremos, eu e a Abracopel, nos dias 18 e 19/07, em Brasilia, com nossos eventos que correm o Brasil, o RoadShow “Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos” e com o “Gerenciamento de Risco Elétrico”.

Estivemos em Belém, em junho, evento de casa cheia: Vamos lotar Brasilia!!!

 

eventos de energia solar jul/ago 2018 - Abracopel

 

 

O evento conta com as presença de Edson Martinho e do João Cunha, além dos parceiros, trazendo suas soluções, como a ABB, FLUKE, ECORI, SIEMENS e a Hellermann.

Em Brasilia, a Eletrographics mostrando suas soluções de software em instalações elétricas e FV (Solergo, Idea e Ampere).

E tem brinde.

No evento será distribuído um Voucher para desconto dos softwares da Eletrographics.

Meus painéis serão sobre a nova norma de instalações FV, a NBR 16690 e sobre a solução SolarEdge.

E aí, vai perder?

Datas:

  • RoadShow em Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos – Dia 18/07 – Inscrições em http://bit.ly/2tb9o9B
  • Gerenciamento de Risco Elétrico – Dia 19/07 – Inscrições em http://bit.ly/2ljdUOG

Curso Projeto Elétrico Fotovoltaico para Sistemas de Geração Distribuída

A NBR 16690: Instalações Elétricas – Arranjos Fotovoltaicos Requisitos de projeto já saiu de consulta pública, e em breve será publicada.

Você já a conhece?

Ela vai impactar os seus projetos de FV e seus negócios.

Que tal aprender com quem participou da elaboração da norma?

Neste curso de projetos elétricos fotovoltaicos, assuntos como dimensionamento dos condutores, da proteção, aterramento, SPDA em sistemas FV, proteção contra surtos, dentre outros, são abordados.

No último dia de curso, “mãos na massa”. Vamos aplicar os conhecimentos adquiridos para dimensionar uma usina de 200kWp.

E junho e Julho a agenda será extensa!

  • Brasilia/DF: 20 e 21/07, das 9 as 18hs;
  • Belo Horizonte/MG: 27 e 28/07, das 9 as 18hs;
  • Goiania/GO: 9 e 10/08, das 9 as 18hs;
  • Cuiaba/MT: 17 e 18/08, das 9 as 18hs;

Valores:

  • R$ 1200,00 em 3x sem juros no cartão de crédito ou com 10% de desconto a vista.

Inscrições em: http://bit.ly/2rcAMmo

Ah, esqueci de dizer…. Quem idealizou e vai ministrar o curso sou eu.

Vai perder?

 

 

eventos de energia solar jul/ago 2018 - NBR 16690

 

#conhecimentodivididomultiplica

10 ohms

Quem trabalha com instalações elétricas e nunca disse: Tem que ser menor que 10 ohms que atire a primeira pedra.

No curso de projeto elétrico fotovoltaico para sistema de geração distribuida (ainda não conhece? Clique AQUI), aterramento é um dos assunto que mais aparecem dúvidas.

E no final, precisa de 10 ohms?

Para esclarecer essa questão, republico aqui (com a devida autorização), artigo do Edson Martinho sobre o assunto, para dar uma luz sobre o assunto.

” Em outros artigos, tivemos a oportunidade de entender a diferença entre aterramento separado e exclusivo , também para que serve um aterramento, e até discorrer sobre quando aterrar.

(Nota Ayrão: semana que vem republico esse post)

Neste artigo quero abordar um pouco sobre uma prática que o mercado tem trazido, que é a aceitação de um sistema de aterramento pela medição da resistência ôhmica, ou seja, o famoso “10 Ohms”.

Mas antes de falar disto, vamos lembrar que um sistema de aterramento tem como componentes:

  • eletrodo,
  • BEP
  • terminal de aterramento (que pode ser o BEP)
  • ponto de conexão com o equipamento
  • os condutores (veja na imagem abaixo).

post edson 10 ohms

 

Ok, e cadê os 10 ohms?

Pois bem, então retomemos o assunto do título, os 10 Ohms.

As normas técnicas vêm ao longo da história dando menos importância a este valor do que para outros requisitos que devem ser avaliados em relação ao aterramento.

Duvida?

A ABNT NBR 5410/2004*, versão em vigor atualmente, não traz um valor como referência, mas sim a frase “A menor possível”.

E tem mais…

Outra norma que citava o valor de 10 Ohms como uma recomendação e não como necessidade, era a ABNT NBR 5419**.

Ainda tem?

Tem mais não.

Sua versão 2015 removeu este número do texto e somente faz referência à redução da resistência e não a um valor.

Mas a pergunta que você deve estar fazendo é: E agora, como eu sei que um aterramento está bom?

Respondo inicialmente com uma pergunta:

Como você garantia que o aterramento antes era bom?

duvida 10 ohms

O fato de você efetuar uma medida e encontrar 10 Ohms garantia que o sistema de aterramento estava bom?

A resposta é:

Não necessariamente.

O que se mede é uma conexão do eletrodo com a terra e muitas vezes de forma errada.

Além disso, se você encontrar um valor baixo de resistência ôhmica, mas:

  • esquecer de ligar o condutor de proteção (fio terra) ao equipamento ou,
  • deixar que problemas de conexão como mau contato estejam presentes nos condutores

De que valerá ter um sistema com menos de 10 Ohms?

Outro comentário é:

Se o sistema tem menos de 10 Ohms, mas a edificação não está equipotencializada, de nada valerá o processo de aterramento.

Resumindo…

Em resumo, o processo de avaliação do aterramento requer uma avaliação de todo o sistema e não somente a verificação da resistência ôhmica do eletrodo com o solo.

O objetivo deste artigo foi fazer você pensar sobre o tema. Em outras oportunidades voltaremos a falar deste tema.”

Quer saber mais?

Não deixe de acompanhar as próximas republicações do Édson Martinho sobre o assunto.

Ah, e novidades, o Edson Martinho está com um Workshop sobre Aterramento Predial.

O próximo será em Aracaju/SE, dia 15/05.

Inscrições em: https://viniciusayrao.com.br/workshop-aterramento-predial/

P.S. Fiz algumas mudanças no texto, por causa do algoritmo do Google. 🙂

 

 

Eventos de solar maio

O blog tem andado menos movimentado do que eu gostaria. Eventos e palestras têm ocupado muito do meu tempo. Para me redimir, nesse post, listo os eventos de solar e de eletricidade em que eu estarei em maio/18.

Aguardo vocês por lá!

Workshop sobre Dimensionamento FV para o Grupo A

Ainda com dúvidas sobre como ler uma conta de cliente do grupo A? Como determinar qual o tamanho do gerador FV que seu cliente precisa? Quais os limites do sistema?

Venha acabar com essas dúvidas,

Teremos as 4ª, 5ª e 6 edições do Workshop, em Recife, Aracaju e Salvador!

Preços promocionais para pagamentos até o dia 30/04 – R$ 150,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 170,00 no cartão de crédito.

Após o dia 01/05 – R$ 180,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 200,00 no cartão de crédito.

Inscrições em: http://bit.ly/2vyfnZB

Os eventos ocorrerão nas seguintes datas:

  • Recife/PE: Dia 11/05, das 18:30 as 21:30hs
  • Aracaju/SE: Dia 16/05, das 18:30 as 21:30hs
  • Salvador/BA: Dia 18/05, das 18:30 as 21:30hs

Tem uma “cereja de bolo”.

Uma planilha com os valores das tarifas TE do Grupo A (sem impostos) das concessionárias do Brasil. Aproveitem!

Road Show Ecori

A Ecori estará em Recife/PE no dia 12/05, promovendo um dia de curso gratuito falando sobre a Tecnologia MLPE.

Não conhece ainda?

Conhece mas não sabe porque essa tecnologia está dominando o mundo?

Então, aproveite!

Também estarei por lá, apresentando SolarEdge.

Vamos dividir conhecimento e fazer networking!

ecori recife

Inscrições em: http://bit.ly/2HxLKKn

Workshop de Aterramento Predial

É bem comum ter dúvidas e questões quando o assunto é aterramento predial.

Tipos, esquemas, separado ou exclusivo e ainda as previsões normativas da NBR 5410 e NBR 5419. Só para começar a conversa…

Que tal uma chance de obter conhecimento, com um profissional de expertise reconhecida em todo o mercado, o Edson Martinho?

Participe!

  • Workshop Aterramento Predial
  • Dia 15/05 das 18h30 às 21h30 em Aracaju

E para as suas futuras consultas daqueles pontos importantes do workshop?

Você vai receber um e-book “Desmistificando o aterramento predial”, sem ônus, para otimizar seu desempenho neste tema.

Tem promoção para pagamento? Dá uma olhada

  • Até o dia 30/04:

R$ 150,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 170,00 no cartão de crédito.

  • Após o dia 01/05: (o valor retorna ao original)

R$ 180,00 à vista (boleto bancário) ou R$ 200,00 no cartão de crédito.

Inscrições em: http://bit.ly/2K6kvre

Abracopel

Estaremos, eu e a Abracopel, nos dias 16 e 17/05, em Aracaju, com nossos eventos que correm o Brasil, o RoadShow “Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos” e com o “Gerenciamento de Risco Elétrico”.

Estivemos no RJ em abril, evento de casa cheia: Vamos lotar Aracaju.

Eventos de Solar Maio - Abracopel 2Eventos de Solar Maio - Abracopel 1

O evento conta com as presença de Edson Martinho e do João Cunha, além dos parceiros, trazendo suas soluções, como a ABB, FLUKE, ECORI, SIEMENS e a Hellermann.

Em Aracaju teremos novidade: a Eletrographics mostrando suas soluções de software em instalações elétricas e FV (Solergo, Idea e Ampere).

E tem brinde.

No evento será distribuído um Voucher para desconto dos softwares da Eletrographics.

Meus painéis serão sobre a nova norma de instalações FV, a NBR 16690 e sobre a solução SolarEdge.

E aí, vai perder?

Datas:

  • RoadShow em Qualidade nas Instalações elétricas e sistemas fotovoltaicos – Dia 16/05 – Inscrições em http://bit.ly/2HAIMVy
  • Gerenciamento de Risco Elétrico – Dia 17/05 – Inscrições em http://bit.ly/2HkkmP8

Curso Projeto Elétrico Fotovoltaico para Sistemas de Geração Distribuída

A NBR 16690 está em consulta pública, você já a conhece?

Ela vai impactar os seus projetos de FV e seus negócios.

Que tal aprender com quem participou da elaboração da norma?

Neste curso de projetos elétricos fotovoltaicos, assuntos como dimensionamento dos condutores, da proteção, aterramento, SPDA em sistemas FV, proteção contra surtos dentre outros são abordados.

No último dia de curso, “mãos na massa”. Vamos aplicar os conhecimentos adquiridos para dimensionar uma usina de 200kWp.

Em maio, o curso ocorrerá em Salvador/BA.

Ah, esqueci de dizer…. Quem idealizou e vai ministrar o curso sou eu.

Vai perder?

Ah, e tem mais.

Vai ter combo: Quem participar do curso é meu convidado para o Workshop sobre Dimensionamento FV para o Grupo A em Salvador, sem custo!

Datas e valores:

  • O curso ocorrerá nos dias 18 e 19/05 em Salvador.
  • R$ 1200,00 em 3x sem juros no cartão de crédito ou com 10% de desconto a vista.

#conhecimentodivididomultiplica

Semana que vem, a partir do dia 26/06 começa o primeiro SENAEE, organizado pela Escola da Elétrica e pelo Anderson Campos, com o apoio da sempre presente Abracopel.

O SENAEE é um congresso On Line e gratuito para quem assistir ao evento na primeira edição.

Quem vai estar no SENAEE?

O Seminário contará com alguns dos principais nomes da engenharia elétrica nacional, como Normando Alves, João Cunha, Hilton Moreno, Edson Martinho, Jobson Modena e grande elenco 🙂 .

Eu também vou estar por lá 🙂 .

Palestras, horários e inscrições

SEGUNDA-FEIRA – 26/06:

Palestra 1 – Hélio Sueta [USP]- Como Fazer o Gerenciamento de Risco conforme NBR 5419:2015 através do TUPAN – 10h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 2 – Jobson Modena [Guismo Engenharia] – Procedimentos de Segurança e Técnicas Para a Redução de Risco em Áreas Abertas contra Descargas Atmosféricas – 14h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 3 – Normando Alves [Termotécnica] – As Principais Mudanças da Norma NBR 5419:2015 – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI 

TERÇA-FEIRA – 27/06:

Palestra 4 – André Mafra [Engehall] – 10h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI 

Palestra 5 – Anderson Konescki Fernandes –  Por que e Como Utilizar Vestimentas Contra Arco Elétrico [NFPA 70E/NR10] – 14h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 6 – Edson Martinho [ABRACOPEL] – A Importância do Trabalho com Eletricidade Segura – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

QUARTA-FEIRA – 28/06:

Palestra 7 – Luis Henrique [A2 Energia Solar] – Como Dimensionar um Sistema Fotovoltaico [Princípios Básicos] – 10h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 8 – Priscila Alves [Consultora] – Eletricidade, Energia e Fontes Renováveis – 14h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 9 – Vinicius Ayrão [Consultor] – Instalações Elétricas Para Arranjos Fotovoltaicos – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

QUINTA-FEIRA – 29/06:

Palestra 10 – Everton Moraes [Sala da Elétrica] – Os 3 Pilares Mais Importantes de Comandos Elétricos – 10h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 11 – André Terra [CLP Fácil] – Você Também Pode Programar CLP – 14h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI 

Palestra 12 – Anderson Campos [Escola da Elétrica] – Como Fazer um Projeto de Iluminação do Zero Pelo Dialux EVO – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI 

SEXTA-FEIRA – 30/06:

Palestra 13 – José Barbosa [Sentinell Engenharia] – Qual é Mais Importante? Resistência de Aterramento ou a Configuração do Sistema [NBR 5419]? – 10h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 14 – Sérgio Roberto Santos [Lambda Consultoria] – Como Dimensionar DPS para Entrada de Energia Conforme NBR 5419 – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Sábado – 01/07:

Palestra 15 – Luciano Duque [Universidade de Elétrica] –  Inspeção de Conformidade de Instalações Elétricas Conforme NBR 5410 – 14h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 16 – Henrique Mattede – [Mundo da Elétrica] – As Principais Dúvidas Sobre o Dispositivo IDR Conforme NBR 5410 [Perguntas e Respostas] – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI 

Domingo – 02/07:

Palestra 17 – Paulo Barreto [Barreto Engenharia] – A Documentação de Uma Instalação Elétrica – Projeto e “as built” – 10h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI 

Palestra 18 – João Cunha [MI Omega Engenharia] – Aterramento de Subestações de Média Tensão Conforme NBR 14039 – 14h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Palestra 19 – Hilton Moreno [Grupo HMNEWS] – Aterramento Elétrico Conforme a Norma NBR 5410 – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Evento único, gratuito e de alto nível. NÃO PERCAM!!

 

Depois do post sobre aterramento em canteiro de obras, recebi uma enxurrada de perguntas sobre aterramento em baixa tensão. Com isso, surgiu a necessidade de escrever sobre esse assunto.

Não vou abordar a parte mais teórica sobre o aterramento, afinal, vamos encontrar bastante literatura sobre isso, a ideia é abordar problemas reais do dia a dia.

Vamos lá.

Aterramento em baixa tensão – Para que serve?

A norma de instalações elétricas em baixa tensão, a NBR5410, tem, como toda norma de instalações, o foco em SEGURANÇA. Logo em seu inicio, a norma define o necessário para garantir a proteção contra choques elétricos, como transcrito a seguir:

5.1 Proteção contra choques elétricos

5.1.1 Introdução

5.1.1.1 Princípio fundamental

O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas nesta Norma pode ser assim resumido:

partes vivas perigosas não devem ser acessíveis; e

massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas.

Deste modo, a proteção contra choques elétricos compreende, em caráter geral, dois tipos de proteção:

a)  proteção básica (ver 3.2.2) e

b)  proteção supletiva (ver 3.2.3).

Até o momento, nada sobre aterramento. Mas, o que são medidas de proteção básica e supletiva?

No item de definições da NBR 5410, encontraremos as seguintes definições:

3.2.2 proteção básica: Meio destinado a impedir contato com partes vivas perigosas em condições normais.

3.2.3 proteção supletiva: Meio destinado a suprir a proteção contra choques elétricos quando massas ou partes condutivas acessíveis tornam-se acidentalmente vivas.

(grifos meus)

Bom, já vimos que precisamos proteger contra choque caso alguma massa fique energizada. Sabe aquela geladeira na casa da minha avó que dava choque? Pois é, não poderia dar choque, algo tem que resolver isso.

Você não ia falar de aterramento?

Estamos chegando lá. Vamos nos concentrar em proteção supletiva agora. Voltando para a NBR5410. Quando eu preciso usar a básica e quando a supletiva?

A resposta é sempre (salvo umas opções, que não vamos tratar aqui 😆 ). Novamente, a norma.

5.1.1.2 Regra geral

A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o princípio enunciado em 5.1.1.1 seja assegurado, no mínimo, pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva, mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções, simultaneamente.

Bom, e como fazemos a proteção a supletiva? De novo, a norma.

5.1.2.2 Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação
5.1.2.2.1 A precondição de proteção básica deve ser assegurada por isolação das partes vivas e/ou pelo uso de barreiras ou invólucros, conforme anexo B.

5.1.2.2.2 A proteção supletiva deve ser assegurada, conjuntamente, por eqüipotencialização, conforme 5.1.2.2.3, e pelo seccionamento automático da alimentação, conforme 5.1.2.2.4.

Estamos chegando ao aterramento…

Equipotencialização, o que é isso?

A definição da norma diz:

3.3.1 eqüipotencialização: Procedimento que consiste na interligação de elementos especificados, visando obter a eqüipotencialidade necessária para os fins desejados. Por extensão, a própria rede de elementos interligados resultante.

Entendeu? Não? Ótimo, eu também não.

Equipotencializar significa levar todos os pontos que se deseja ao mesmo potencial, evitando que se haja uma diferença de potencial elétrico entre dois pontos qualquer.

Exemplo, uma carcaça de um motor está com tensão (falha no isolamento, por exemplo) e alguém encosta no motor e sofre um choque. Se o motor estivesse equipotencializado com a terra, a pessoa não sofreria o choque, pois estaria no mesmo potencial.

A equipotencializaçao em uma instalação em baixa tensão deve ser feita com as seguintes prescrições mínimas:

  • Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção;
  • Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à equipotencialização principal da edificação;
  • Massas simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento, sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias;
  • Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo, dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação (5.1.2.2.4), devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento, sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias;
  • Todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão.

Pronto, achamos algo a ver com o aterramento. Condutor de proteção.

Vamos definir o que é isso?

Pela NBR IEC 50 (826) (está cancelada, mas é norma de definição e a ABNT me fez o favor de não substituí-la, então é ela que vamos usar) temos que:

826-04-05 condutor de proteção (símbolo PE): Condutor prescrito em certas medidas de proteção contra choques elétricos e destinado a interligar eletricamente massas, elementos condutores estranhos à instalação, terminal (ou barra) de aterramento e/ou pontos de alimentação ligados à terra.

Finalmente a palavra aterramento.

O que sabemos até agora?

  1. Precisamos fazer a proteção básica e a supletiva;
  2. Proteção básica se faz por isolação das partes vivas;
  3. Proteção supletiva se faz com a equipotencialização e o seccionamento automático da alimentação;
  4. Para equipotencialização preciso interligar as massas e outros elementos condutores estranhos a malha de aterramento de alguma forma;

Ainda não sabemos calcular nada e nem quais os meios corretos para se equipotencializar. Mas, vamos falar sobre seccionamento automático da alimentação.

Seccionamento Automático da Alimentação, o que é isso?

É nesse ponto que está o entendimento do uso do aterramento. E aqui que nós fazemos lambança (é, nós, eu também faço as minhas).

Vamos definir o que é isso? Lá na Nbr 5410, temos:

5.1.2.2.4 Seccionamento automático da alimentação

5.1.2.2.4.1 Generalidades

O princípio do seccionamento automático da alimentação, sua relação com os diferentes esquemas de aterramento e aspectos gerais referentes à sua aplicação e as condições em que se torna necessária proteção adicional são descritos a seguir:

a) princípio do seccionamento automático Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta (entre parte viva e  massa ou entre parte viva e condutor de proteção) no circuito ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL;

Em português claro, algum dispositivo precisa desligar a alimentação antes que uma pessoa sofra risco de vida, em caso de um curto monofásico (entre fase e terra ou fase e massa, visto que, a gente definiu lá em cima que toda a massa está equipotencializada, o que no dialeto de obra a gente diz que está aterrada).

Divagações sobre o que está escrito e o que nós entendemos no mercado

Se você olhar a norma de cabo a rabo, em nenhum lugar vamos encontrar que todos os equipamentos devem estar aterrados. Lá diz equipotencializados. E mais, diz que você precise que em caso de um curto monofásico, o sistema se desligue rapidamente.

E o que nós entendemos? Que precisamos aterrar. Ora, será que apenas aterrar ou fazer de qualquer forma garante o que queremos, que é o seccionamento automático?

Um dos principais problemas quando falamos em aterramento são os conceitos mal entendidos, que se propagam com uma velocidade no mercado, de forma que respondemos automaticamente e não pensamos.

Reforçando, o objetivo da norma é garantir a segurança. Para proteger contra choque elétricos precisamos de proteção básica e supletiva, e a para proteção supletiva precisamos equipotencializar e termos o seccionamento automático da alimentaçao.

Precisamos entender como o aterramento influi no seccionamento automático da alimentação. Vamos lá.

Esquema de aterramento – TT, TN e IT

A NBR 5410 prescreve que três esquemas de aterramento são possíveis, o esquema TN, o TT e o IT. Cada um desses esquemas tem suas características, e os dispositivos que adotamos para podermos realizar o seccionamento automático da alimentação.

Como diferenciar?

A NBR 5410 analisa o esquema de aterramento observando de que forma é o aterramento da alimentação (1 letra) e de que forma as cargas estão aterradas (2 letra).

A alimentação pode possuir um ponto diretamente aterrado (o neutro) ou todas as partes vivas isoladas da terra ou aterradas por uma alta impedância.

Se a alimentação estiver diretamente aterrada, então a primeira letra é T, se não estiver, a primeira letra é I.

Vamos analisar rapidamente as alimentações em baixa tensão (em tensão secundária de distribuição) e em média tensão (tensão primária de distribuição).

Para alimentações em baixa tensão, na grande maioria das instalações (se não em todas) o neutro da concessionária é multi-aterrado, e normalmente é exigido que na entrada de energia o neutro esteja aterrado novamente, sendo assim, podemos dizer que, praticamente toda a instalação alimentada em BT pela concessionária terá o esquema de aterramento T?.

No caso de alimentação em média tensão, o mais comum é que o consumidor possua um transformador com ligação em delta no primário e estrela no secundário. Com exceção das vezes em que o projetista opta por aterrar o neutro através de impedância ou deixá-lo isolado da terra, para esse consumidores o sistema também será T?.

LIÇÃO NÚMERO 1:

Se na alimentação, o neutro for aterrado, seja no padrão da concessionária (em BT) seja o neutro do seu transformador na subestação (em MT), o esquema será T?.

 

Bom, e a segunda letra?

A alimentação pode ou não estar ligada a terra diretamente, mas a CARGA PRECISA ESTAR ATERRADA.

Voltando lá atrás nesse post:

A equipotencializaçao em uma instalação em baixa tensão deve ser feita com as seguintes prescrições mínimas:

( . . . )

  • Todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão.

826-04-05 condutor de proteção (símbolo PE): Condutor prescrito em certas medidas de proteção contra choques elétricos e destinado a interligar eletricamente massas, elementos condutores estranhos à instalação, terminal (ou barra) de aterramento e/ou pontos de alimentação ligados à terra.

Linha de raciocino utilizada:

Com isso, nos resta definir como fazer esse aterramento.

Temos 2 hipóteses, sendo:

  1. trazer um condutor de proteção da malha de aterramento que faz o aterramento da fonte, ou
  2. criar uma nova malha de aterramento, diferente da malha da fonte, para aterrar cargas.

No primeiro caso, onde a equipotencialização das massas está interligada com o ponto de alimentação aterrado, que é normalmente o neutro, a segunda letra é o N, com isso temos o esquema TN.

No segundo caso, onde as massas estão aterradas, mas não estão ligadas diretamente ao aterramento da fonte, a segunda letra é a T, com isso, temos o esquema TT.

Bom, conseguimos definir e diferenciar o que é o TN e o TT. Ao fim, o post já está maior que eu pretendia, e continuá-lo vai tornar a leitura muito cansativa.

No próximo post, explicarei o que é o TN-C e o TN-S e como o seccionamento automático tem seu funcionamento intrinsecamente ligado ao tipo de esquema de aterramento utilizado.

Ao fim dos post sobre aterramento, espero conseguir esclarecer que medir a resistência de aterramento não garante segurança.
Aterramento em canteiro de obras

O aterramento em canteiro de obras é tão importante que é citado  na NR-18 e, ainda, fonte de especial atenção por parte dos fiscais do MTE.

Além da NR-18, a NR-10 também precisa ser atendida em um canteiro de obras, isso sem falar da NBR5410, da 5419 e quando aplicável, a NBR14039.

Mas, por que o aterramento é importante?

Colocar uma ou mais hastes, realizar a medição de resistência de aterramento, deu menos que 10Ω e resolvido?

Qual a função do aterramento em canteiro de obras ? Por que os fiscais do MTE se preocupam com isso?

O objetivo de um sistema de aterramento em canteiro de obras (ou em qualquer outra instalação elétrica) é assegurar de modo eficaz as necessidades de segurança e funcionamento da instalação.

Dessa forma, temos o aterramento de proteção, cujos objetivos são:

  1. limitar o potencial entre massas, massas e condutores estranhos  à instalação e entre dois condutores e a terra para valores seguros em condições normas e anormais de funcionamento;
  2. proporcionar às correntes de falta, um caminho de retorno de baixa impedância, de forma que o dispositivo de proteção possa atuar.

Quanto ao aterramento funcional, seus objetivos são:

  1. definir e estabilizar a tensão da instalação em relação a terra durante o funcionamento;
  2. limitar as sobretensões devido a manobras, descargas atmosféricas e contatos acidentais com linhas de tensão mais elevadas;
  3. fornecer um caminho da corrente de curto-circuito monofásica ou bifásica a terra ao sistema elétrico; [1]

Como vimos, se tem a ver com segurança, o MTE deve se preocupar.

Mas …. o que quer o MTE?

O que ele realmente quer é que a instalação esteja segura, ou seja, que o aterramento cumpra as funções a que se destina.

Primeiro, vamos entender como o aterramento auxilia na segurança.

Estamos falando em canteiro de obras. NBR5410, sério?

A primeira grande briga que temos em qualquer canteiro de obras é a alegativa de que a instalação é provisória, vai ficar pouco tempo, não seria, por isto, necessário se preocupar com a NBR5410.

Posso usar uma série de argumentos, o principal seria que por pouco tempo ou não, sempre pode ocorrer um acidente e eletricidade mata.

Mas, nem vou usá-lo. Vamos direto ao objetivo da NBR5410.

1 Objetivo
1.1 Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

(. . .)

1.2.1 Esta Norma aplica-se também às instalações elétricas:

a) em áreas descobertas das propriedades, externas às edificações;

b) de reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings), marinas e instalações análogas; e

c) de canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

Com isso, já sabemos que a NBR5410 se aplica a canteiro de obras.

A NBR5410 e o aterramento

A NBR5410 diz que:

4.1 Princípios fundamentais

Os princípios que orientam os objetivos e as prescrições desta Norma são relacionados em 4.1.1 a 4.1.15.

4.1.1 Proteção contra choques elétricos

As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos, seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa, seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão.

Ela define ainda que a proteção contra choques elétricos compreende, de forma geral, dois tipos de proteção:

a) Proteção básica, cujos exemplos são:

  • isolação básica ou separação básica;
  • uso de barreira ou invólucro;
  • limitação da tensão; e,

b) Proteção supletiva, cujos exemplos são:

  • eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação;
  • isolação suplementar;
  • separação elétrica.

Mas… Seccionamento automático da alimentação? O que é isso?

O seccionamento automático da alimentação nada mais é do que prover   um dispositivo de proteção que …seccione a alimentação automaticamente do circuito sempre que uma falta entre parte e viva e massa der origem a uma tensão de contato perigosa.

Bom, e qual o dispositivo que devo instalar?

Esse é o problema, o tipo de dispositivo muda em função do esquema de aterramento.

Esquemas de Aterramento

A NBR-5410 prescreve três tipos de aterramento, o esquema TT, TN (C ou S) e o IT.

Esquema TT

No esquema TT, a entrada de energia (secundário do transformador ou ponto de entrega da concessionária) está diretamente aterrado e as massas da instalação estão aterrados em outros eletrodos ou malhas de aterramento.

Nesse esquema, a corrente de curto circuito depende da qualidade do aterramento da fonte e da massa. Se o aterramento não for bom, a proteção pode não atuar ou demorar muito para atuar, colocando em risco a segurança humana.

Se optarmos pela utilização do esquema TT, o seccionamento automático só pode ser feito obrigatoriamente por dispositivos de proteção à corrente residual-diferencial (dispositivo DR).

Nesse caso, o DR não é apenas em áreas molhadas, mas sim em todos os circuitos que se objetive proteger.

Esquema TN

No esquema TN, um ponto de alimentação (em geral o Neutro) é diretamente aterrado e as massas são ligadas a este ponto por um condutor metálico.

Esse esquema é concebido de forma que uma corrente de falta fase-massa seja constituído por elementos condutores metálicos e, portanto, de baixa impedância e alta corrente de curto-circuito.

Logo, a corrente de curto-circuito não depende do valor de aterramento da fonte mas das impedâncias dos quais os condutores é constituído. Por isso ela é elevada e a proteção é fortemente sensibilizada, provocando sua atuação.

No esquema TN, na maioria das vezes, o próprio disjuntor de proteção do circuito é o suficiente para realizar a função do seccionamento automático da alimentação.

Esquema IT

No esquema IT, não existe nenhum ponto da alimentação diretamente aterrado; ele é isolado da terra ou aterrado por uma impedância de valor elevado e as massas são ligadas a terra por meio de eletrodo ou eletrodos próprios.

Nesse esquema, a corrente resultante de uma única falta fase-massa, não possui, em geral, intensidade suficiente para a proteção atuar, somente vindo atuar em dupla falta fase-massa. Tal sistema é utilizado em centros cirúrgicos e em algumas outras utilizações específicas, o que não está no foco do artigo.

Vamos dar uma parada na parte técnica e vamos ver o que diz a NR10 e a NR18 sobre aterramento.

NR-18

A NR-18 cita a necessidade de aterramento elétrico ou instalações elétricas adequadamente protegidas no mínimo por 8 vezes. Um exemplo: exige para a gruao laudo de aterramento em seu plano de carga :

i) Atestado de aterramento elétrico com medição ôhmica, conforme NBR 5410 e 5419, elaborado por profissional legalmente habilitado e realizado semestralmente. (grifo meu)

A NR-18 também cita as demais NR´s e a possibilidade/necessidade de novas soluções técnicas serem incorporadas.

18.37.6 Aplicam-se à indústria da construção, nos casos omissos, as disposições constantes nas demais Normas Regulamentadoras da Portaria no 3.214/78 e suas alterações posteriores.
18.37.7 É facultada às empresas construtoras, regularmente registradas no Sistema CONFEA/CREA, sob responsabilidade de profissional de Engenharia, em situações especiais não previstas nesta NR, mediante cumprimento dos requisitos previstos nos subitens seguintes, a adoção de soluções alternativas referentes às medidas de proteção coletiva, a adoção de técnicas de trabalho e uso de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que: (Alterado pela Portaria SIT n.º 237, de 10 de junho de 2011)

a) propiciem avanço tecnológico em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores;
b) objetivem a implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção;
c) garantam a realização das tarefas e atividades de modo seguro e saudável.

NR-10

A NR-10 determina que as instalações com PIE devem ter a documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos.

Agora, vamos ao lado prático!!!

A NR-18 está mal escrita quando fala na parte elétrica; o fiscal do MTE não é um engenheiro em sua maioria das vezes e o SESMET das construtoras dificilmente tem algum especialista em eletricidade.

Por isso, o que todo mundo entende que uma obra precisa é uma haste de terra em cada equipamento, com um fio de cobre interligando à carcaça e com uma medição da resistência de aterramento dando o valor cabalístico de 10Ω.

O grande problema é que o procedimento descrito acima não significa nada.

Quando realizamos uma medição qualquer, o resultado tem que ter alguma significância. E qual o significado da resistência de aterramento para esse tipo de instalação?

Ah, mas NBR5410 manda eu ensaiar e diz que o valor deve ser menor que 10Ω. Tem certeza?

Vamos a NBR5410

7 Verificação final

7.1 Prescrições gerais

7.1.1 Qualquer instalação nova, ampliação ou reforma de instalação existente deve ser inspecionada e ensaiada, durante a execução e/ou quando concluída, antes de ser colocada em serviço pelo usuário, de forma a se verificar a conformidade com as prescrições desta Norma.

( . . .)

7.3 Ensaios
7.3.1 Prescrições gerais

7.3.1.1 Os seguintes ensaios devem ser realizados, quando pertinentes, e, preferivelmente, na seqüência apresentada:

a)  continuidade dos condutores de proteção e das eqüipotencializações principal e suplementares (7.3.2):

b)  resistência de isolamento da instalação elétrica (7.3.3);

c)  resistência de isolamento das partes da instalação objeto de SELV, PELV ou separação elétrica (7.3.4);

d)  seccionamento automático da alimentação (7.3.5); (grifo meu)

e)  ensaio de tensão aplicada (7.3.6);

f)  ensaios de funcionamento (7.3.7).

A norma não diz meça a resistência de aterramento. Ela diz que você deve ensaiar para garantir o seccionamento automático, e nós já vimos que o seccionamento automático da alimentação depende do esquema de aterramento e do tipo de proteção que se utilizou.

Mas… vamos continuar na norma.

Qual o ensaio para seccionamento automático da alimentação?

Voltando a citar a norma:

7.3.5 Verificação das condições de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação

NOTA Para efeito das providências aqui especificadas, assume-se que a continuidade dos condutores de proteção já tenha sido verificada, conforme 7.3.2.

7.3.5.1 Esquemas TN

A conformidade com 5.1.2.2.4.2-d) deve ser verificada por:

a)  medição da impedância do percurso da corrente de falta (ver 7.3.5.5); e

b)  verificação das características do dispositivo de proteção associado (inspeção visual e, para dispositivos DR, ensaio).

NOTAS

1 A medição indicada na alínea a) pode ser substituída pela medição da resistência dos condutores de proteção (ver anexo L). Mas tanto a medição da impedância do percurso da corrente de falta quanto a medição da resistência dos condutores de proteção podem ser dispensadas se os cálculos da impedância do percurso da corrente de falta ou da resistência dos condutores de proteção forem disponíveis e a disposição da instalação for tal que permita a verificação do comprimento e da seção dos condutores.

2 Ver anexo H para exemplos de ensaios em dispositivos DR.

7.3.5.2 Esquemas TT

A conformidade com os requisitos de 5.1.2.2.4.3-b) deve ser verificada por:

a)  medição da resistência de aterramento das massas da instalação (ver 7.3.5.4); e (grifo meu)

b)  inspeção visual e ensaio dos dispositivos DR.

NOTA Ver anexo H para exemplos de ensaios em dispositivos DR.

Vamos ao que concluimos até agora. Se o meu sistema de aterramento é o TN, sabemos que o seccionamento automático independe do valor da resistência de aterramento e apesar de eu precisar laudar, eu não meço malha de aterramento nenhuma!!!!!!!!

Mas, se meu esquema de aterramento for o TT, por enquanto, preciso medir.

Perfeito! E qual o valor que eu quero? 10Ω está bom?

A resposta é : NÃO SEI! A máxima resistência de aterramento que você pode ter é parâmetro de projeto que você calcula.

Mas… medir resistência de aterramento em grandes centros pode ser complicado. E o que é que eu faço? De novo, a tal da Norma…

7.3.5.4 Medição da resistência de aterramento

A medição da resistência de aterramento, quando prescrita, deve ser realizada com corrente alternada, podendo ser usado um dos dois métodos descritos no anexo J.

NOTA Quando for inviável a medição da resistência de aterramento, usando-se métodos como os descritos no anexo J, face a dificuldades práticas na constituição dos eletrodos auxiliares (caso de centros urbanos, por exemplo), a verificação desse ponto, em esquemas TT, pode ser substituída pela medição da impedância (ou resistência) do percurso da corrente de falta, que representa, nesse caso, uma alternativa mais conservadora.

Bom, conclusão que chegamos:

  1. A medição da resistência de aterramento para fins de proteção em baixa tensão só tem sentido nos esquemas TT;
  2. Já no esquema TN, a medição não tem nenhum significado e nem é a garantia de que a segurança, objetivo principal da norma tenha sido atingido;

Daqui em diante, neste artigo, tudo é inferência minha:

O objetivo tanto da NR10 quanto da NR18 é garantir a segurança. Então, quando diz laudo de aterramento NÃO É DA MALHA  e sim do sistema como um todo, ou seja, se houver uma falta fase massa, o sistema desligará “a-tempo-e -a-hora”, certo? SIm! É essa conclusão, se a instalação sobre análise está segura ou não que o laudo deve chegar.

Pseudos laudos de aterramento que dizem: a resistência ohmica é menor que 10Ω e com isso o cliente, a priori, um leigo, entende que está tudo seguro, é um laudo no mínimo irresponsável, para não dizer criminoso.

O assunto é extenso e não para por ai. No próximo post vou analisar esse item no RTP-05 e vou dizer que sou contrário ao que está escrito lá e também tratarei sobre o laudo de aterramento na ótica da 5419. Precisa de medição? É 10 Ω?

Se gostou do assunto, segurança em canteiro de obras, meu trabalho na ESW 2105 foi sobre isso, e o trabalho pode ser baixado AQUI.

Essa semana parece que todo mundo resolveu falar sobre isso. A Patricia Lins tocou no assunto no Pulse, você pode ver AQUI.

Sobre os 10Ω, se sentiu desolado? Não deixe de ler o post OS ORFÃOS DOS 10 OHMS do Edson Martinho.

E para terminar, fotos de um pseudo aterramento de obra, em uma inspeção realizada pelo Eng. Raniel Wilkens.

Aterramento em canteiro de obras 1
Aterramento em canteiro de obras
clips para aterramento em canteiro de obras
clips para aterramento em canteiro de obras

 

ELETRICIDADE MODERNA

A edição da Eletricidade Moderna de Dez/2016 traz alguns artigos muito interessantes.

Destaque para o artigo sobre Aterramento temporário.

A seguir, um resumo do que chamou minha atenção:

NO RADAR

  • Programa de troca de motores para Consumidor Final
  • Projeto da União Europeia no Brasil – LCBA – Low Carbo Business Action in Brazil
  • Revisão de Norma Ex

PRODUTOS DO ANO DE 2016

A edição da Eletricidade Moderna traz os produtos do ano de 2016.

Em um primeiro momento achei que a análise teria um viés de qualidade do produto, mas… me enganei!

Pelo que entendi, a análise é em função do volume de vendas dos revendedores de dado produto.

Ou seja:  maior quantidade de unidades vendidas igual a participação na “lista de produtos do ano.”

O problema principal dessa análise é que em obras novas, boa parte das compras é realizada em contato direto com os fabricantes, com exceção de um ou outro material que uma fábrica não venda diretamente ao comprador final (Tigre e Amanco são exemplos). Além disso, o  RJ ficou com um peso de 4%, enquanto RS com 14,3%.

O Soprano como número 1 em disjuntor caixa moldada foi uma surpresa. Não lembro de nenhum grande distribuidor no RJ e nem de que esse fabricante entre na lista de referência dos principais projetistas de instalações prediais daqui .

Em suma, o termo “OS PRODUTOS DO ANO 2016” não se relaciona com o quesito qualidade.

Não é nem um market share confiável estatisticamente, então, a não ser que você seja curioso igual a mim, pode passar direto.

ARTIGOS QUE VALEM A LEITURA

1) Efeitos da aplicação da tarifa Branco em um consumidor residencial, de autoria de André Bezerra de Araújo, Maria Emilia de Lima Tostes e Alessanddra de Macedo de Souza

  • Quem deve ler: Profissionais envolvidos em eficiência energética, redução de custos, gestores de energia de grandes consumidores e os engenheiros que trabalham com FV.  Pág. 40 a 47

2) Aterramento elétrico temporário para trabalhos em subestação, de autoria de Friedmann Schmidt, da TÜV Nord (Alemanha) – MELHOR LEITURA DA EDIÇÃO

Sabe aquele tipo de artigos que você precisa ler e guardar? É esse.

Fala sobre aterramento temporário e seu dimensionamento com informações relevantes (eu nunca tinha visto).

  • Quem deve ler: Qualquer profissional que se interesse com NR-10; responsáveis pela definição/especificação de compra de EPI´s e EPC´s; professores de graduação de engenharia elétrica. Pág. 48 a 53

3) Terminologia Técnica – 3 páginas com definição de termos técnicos, relacionados a proteção, seccionamento e manobra, escrito pelo sempre exigente Paulo Barreto.

Esse também é para imprimir e guardar.

  • Quem deve ler: Todo engenheiro eletricista que projeta, lauda, especifica ou trabalha com instalações elétricas. Aliás, eu não conhecia essa coluna e vou procurar as outras, mais antigas. Pág. 68 a 71

Sobre as terminologias técnicas, alguns verbetes contrariam o uso comum, como, por exemplo, o termo CABINA, que é o correto, quando usualmente chamamos de CABINE.

Link p/edição AQUI.

A palestra analisada foi Proteção de pessoas contra descargas atmosféricas em ambientes abertos: impacto no Brasil da norma IEC 62793 – Paulo Fernandes Costa, da Senior Equipamentos.

O Paulo é louco, minha conclusão. A gente não faz nem SPDA interno direito, ainda mais uma norma internacional.

Brincadeiras a parte, a palestra foi muito boa.

Primeiro ele mostra que caem muitos raios no Brasil. Depois, afiram que 85% das mortes e ferimentos por queda de raios ocorrem em áreas abertas, o que justifica e muito a preocupação dele.

Ele mostra alguns exemplos de locais abertos de alto risco, mostra as situações de risco, e calcula o risco em um ambiente no Brasil, utilizando a densidade média brasileira, e novamente chega a conclusão que o risco médio brasileiro é 280x maior que o tolerável, sendo necessário a proteção de pessoas.

E, como proteger pessoas em ambientes abertos? O que diz a IEC 62793?

Não é viável a construção de SPDA e se utiliza então sistemas de proteção preventivos, chamados de TWS (Thunderstorm Warning Systems).

Ele explica a diferença entre os dois tipos básicos e suas características, e qual norma que devem atender.

Depois ele dá uma nivelada no conhecimento de formação de descargas atmosférica e passa uma tabela de classificação dos detectores locais de descargas atmosféricas, dizendo seu range de atuação, a tecnologia medição e a aplicação.

Ele faz uma série de considerações sobre o funcionamento, fala dos equipamentos eletromecânicos e dos eletrônicos e depois o funcionamento requerido.

O sistema, em linhas gerais (ou o que eu entendi) e ele verifica quando a probabilidade de incidência de raios está muito alta e em função disso se defini uma zona de risco e se for o caso (livre, alerta, moderada e intensa) e com base nisso, se toma as medidas preventivas.

Ele faz uma comparação entre os sistemas locais e global, mostrando que o níveis variam entre um e outro.

Por último, a cereja do bolo. Ele responde a pergunta: Preciso aplicar essa norma?

Resposta: NR-10

“observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis”.

Depois mostrou algumas questões jurídicas onde a empresa perdeu. Um dos cases se referia a morte do trabalhador por descarga atmosférica enquanto cortava cana, em dia chuvoso, e o outro de um trabalhador que ai tentar se abrigar de forte chuva o raio atingiu a foice que carregava no ombro.

Depois mostrou fotos de acidentes e o que me chamou atenção foi do funcionário atingido na garagem da empresa de ônibus onde trabalhava.

Em resumo, a palestra serviu para me fazer pensar 10x quando no projeto tiver uma área grande aberta.

Foi importante?  Valeu o tempo?

Com certeza. Nunca ia passar pela minha cabeça procurar uma norma internacional para isso. O ruim é que a 5419 já está enorme, agora tem mais uma para aprender.

E agora?

Deixar anotado que essa norma existe e qualquer projeto que tenha área grande, pensar antes e estudar ou subempreitar. Ficar de olho na ABNT e ver se eles vão fazer uma norma dessa também.

Bom, a segunda palestra que assisti foi uma daquelas palestras para lembrar porquê vamos a um congresso técnico e para ficar feliz por ter gente fazendo boa engenharia no pais.

Confesso que de antemão o tema já me deixava instigado. Quem nunca teve dúvidas de como medir a resistência ôhmica de uma malha enorme?

Pois é, foi esse assunto que o Marcelo Barbosa, da Barbosa & Andrade abordou.

Iniciou justificando o porquê da necessidade das inspeções, discorreu dos itens de que a NBR5419/2015 trata do assunto.

Depois, e esse foi o legal, face a impossibilidade física de se usar o método da queda de potencial para malhas de grandes dimensões, falou sobre o Método da Interseção de Curvas.

Confesso que não conhecia o método e não pretendo explicá-lo aqui, afinal, vou precisar estudá-lo, mas foi a primeira vez que não me deram como solução medir um valor que eu saberia que estava errado, apenas para constar do laudo. Já valeu por isso.

Depois, discorreu sobre as outras etapas (medição de continuidade, inspeção física) do diagnóstico do sistema, assim como o levantamento de problemas potenciais de um case real, mostrando como as coisas deveriam ser feitas em um trabalho bem feito.

Ele ressaltou também a necessidade de análise em casos de expansão do parque fabril, para que as soluções da expansão não descaracterizem os conceitos do projeto original.

Foi importante?  Valeu o tempo?

Com certeza. Primeiro, porque deu um meio de fazer algo que até então eu não sabia. Segundo, para mim, reforçou as etapas que um bom relatório deve ter, e como o que mais eu vejo são as pessoas perguntando como fazer um laudo, bom, no meu entender isso atende bem ao conceito do congresso.

E agora?

Agora? Eu vou ter que descobrir mais sobre esse método. Ah, e descobrir como fazer quando eu não tiver a resistividade do solo, visto que no transcorrer da palestra ele faz  a comparação entre projetado x medido.