Semana que vem, a partir do dia 26/06 começa o primeiro SENAEE, organizado pela Escola da Elétrica e pelo Anderson Campos, com o apoio da sempre presente Abracopel.

O SENAEE é um congresso On Line e gratuito para quem assistir ao evento na primeira edição.

Quem vai estar no SENAEE?

O Seminário contará com alguns dos principais nomes da engenharia elétrica nacional, como Normando Alves, João Cunha, Hilton Moreno, Edson Martinho, Jobson Modena e grande elenco 🙂 .

Eu também vou estar por lá 🙂 .

Palestras, horários e inscrições

SEGUNDA-FEIRA – 26/06:

Palestra 1 – Hélio Sueta [USP]- Como Fazer o Gerenciamento de Risco conforme NBR 5419:2015 através do TUPAN – 10h00
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Palestra 2 – Jobson Modena [Guismo Engenharia] – Procedimentos de Segurança e Técnicas Para a Redução de Risco em Áreas Abertas contra Descargas Atmosféricas – 14h00
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Palestra 3 – Normando Alves [Termotécnica] – As Principais Mudanças da Norma NBR 5419:2015 – 20h00
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TERÇA-FEIRA – 27/06:

Palestra 4 – André Mafra [Engehall] – 10h00
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Palestra 5 – Anderson Konescki Fernandes –  Por que e Como Utilizar Vestimentas Contra Arco Elétrico [NFPA 70E/NR10] – 14h00
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Palestra 6 – Edson Martinho [ABRACOPEL] – A Importância do Trabalho com Eletricidade Segura – 20h00
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QUARTA-FEIRA – 28/06:

Palestra 7 – Luis Henrique [A2 Energia Solar] – Como Dimensionar um Sistema Fotovoltaico [Princípios Básicos] – 10h00
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Palestra 8 – Priscila Alves [Consultora] – Eletricidade, Energia e Fontes Renováveis – 14h00
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Palestra 9 – Vinicius Ayrão [Consultor] – Instalações Elétricas Para Arranjos Fotovoltaicos – 20h00
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QUINTA-FEIRA – 29/06:

Palestra 10 – Everton Moraes [Sala da Elétrica] – Os 3 Pilares Mais Importantes de Comandos Elétricos – 10h00
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Palestra 11 – André Terra [CLP Fácil] – Você Também Pode Programar CLP – 14h00
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Palestra 12 – Anderson Campos [Escola da Elétrica] – Como Fazer um Projeto de Iluminação do Zero Pelo Dialux EVO – 20h00
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SEXTA-FEIRA – 30/06:

Palestra 13 – José Barbosa [Sentinell Engenharia] – Qual é Mais Importante? Resistência de Aterramento ou a Configuração do Sistema [NBR 5419]? – 10h00
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Palestra 14 – Sérgio Roberto Santos [Lambda Consultoria] – Como Dimensionar DPS para Entrada de Energia Conforme NBR 5419 – 20h00
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Sábado – 01/07:

Palestra 15 – Luciano Duque [Universidade de Elétrica] –  Inspeção de Conformidade de Instalações Elétricas Conforme NBR 5410 – 14h00
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Palestra 16 – Henrique Mattede – [Mundo da Elétrica] – As Principais Dúvidas Sobre o Dispositivo IDR Conforme NBR 5410 [Perguntas e Respostas] – 20h00
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Domingo – 02/07:

Palestra 17 – Paulo Barreto [Barreto Engenharia] – A Documentação de Uma Instalação Elétrica – Projeto e “as built” – 10h00
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Palestra 18 – João Cunha [MI Omega Engenharia] – Aterramento de Subestações de Média Tensão Conforme NBR 14039 – 14h00
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Palestra 19 – Hilton Moreno [Grupo HMNEWS] – Aterramento Elétrico Conforme a Norma NBR 5410 – 20h00
Link de Inscrição → CLIQUE AQUI

Evento único, gratuito e de alto nível. NÃO PERCAM!!

 

O que você conhece de microinversores? Pouco, ouviu falar? No dia 8/07 teremos o primeiro Ecori Road Show, curso gratuito sobre microinversores, realizado pela Ecori.

Quem vai estar no Ecori Road Show?

Eu vou estar por lá, falando de segurança elétrica em FV e as vantagens dos microinversores sobre esse aspecto.

Teremos também o Luis Gustavo da LGL, o Eduardo Nicol da Renew, o Leandro, Arthur e o Adalberto da Ecori e o Rafael Fischetti da Dexxtra Solar.

Onde será o Evento?

Novotel Center Norte São Paulo
Avenida Zaki Narchi, 500, Sala Anchieta I, Vila Guilherme
São Paulo, SP

Como me inscrever?

https://goo.gl/ALfNUA

Vejo vocês por lá!

#conhecimentodivididomultiplica

 

A convite do Edson Martinho, da Abracopel, fiz dois webinar sobre FV, com o foco em segurança.

O assunto volta a baila, porque semana passada visitei uma residencia com FV e a string tem uma série de falhas.

 

Continuo com a percepção que o mercado não tem dado a devida atenção a segurança em FV, mas eu não desisto.

Você acha que eu estou exagerando?

Bom, veja os ANUÁRIO-ESTATÍSTICO-ABRACOPEL-2013-2016_versão-final e o Raio-X-das-Instalações-Elétricas-Residenciais-Brasileiras, emitidos pela Abracopel e pelo Procobre, respectivamente.

Defendo sempre que essa série de cursos, da forma como são feitos e comercializados deixam muito a desejar, principalmente no quesito de segurança nas instalações.

Webinar sobre FV

Estou disponibilizando os slides que utilizei e o link dos videos.

No 1º Webinar fiz um apanhado geral sobre FV, tentando explicar tudo a todos (culpem o Edson que me pediu isso :-)).

 

No 2º Webinar falei sobre string box, buscando definir ou entender qual norma uma string box deveria atender.

Os materiais podem ser baixados:

Webinar 1: Eletricista Consciente – Webinar 1 – Slides em PDF

Webinar 2: webinar string box – Slides em PDF

 

 

 

O mercado de energia solar continua aquecido. O número de cursos de energia solar no mercado é assustador, e como separar o joio do trigo?

Em função disso, resolvi passar a fazer um post dedicado a cursos de energia solar.

E como eu defino quem destacar?

Minha metodologia é simples. Ou cursos que eu tenha feito (caso da Unicamp) ou cursos cujos idealizadores/instrutores são reconhecidos no mercado e são, em meu entender, “sérios”.

Aqueles que, por algum motivo, não tiveram destaque, não significa necessariamente que são ruins, apenas que eu não me sinto seguro o suficiente para validar ou não conheço o curso (como disse tem mais curso de solar do que uber 🙂 ). Eu gostaria de fazer um post com os cursos que você não deve fazer, mas eu provavelmente seria processado, então esse eu fico devendo.

#conhecimentodivididomultiplica

Paraná Solar / Renew Energia

curso solar parana solar

A Paraná Solar e a Renew Energia inovaram. Prepararam o primeiro curso (vai iniciar a segunda turma) para instaladores FV que engloba o treinamento de NR-10 e NR35, tudo no próprio curso, saindo com o certificado específico.

Próximas turmas em Maringá/PR:

  • 21 a 24/06 – Ultimas vagas;
  • 26 a 29/07 – Inscrições abertas

Investimento:

  • R$ 2.200,00 a vista no cartão de crédito, débito, boleto bancário ou em até 12x* no cartão de crédito, OU com desconto de 5% para pagamentos a vista através de transferência bancária
    * parcelamento pelo pagseguro UOL, com taxa de juros vigente no momento da matrícula.

Inscrições AQUI.

#ficaadica

Ao fazer a inscrição, use o codigo Viniayrao e ganhe 5% de desconto.

Extecamp – Unicamp

A Extecamp possui 3 cursos sobre energia solar, idealizados pelo Prof. Marcelo Gradella Villalva.

1)Introdução à Energia Solar Fotovoltaica – Sistemas Isolados e Conectados à Rede

Próximas datas:

  • 7 e 8/7, na Unicamp, em Campinas/SP;
  • 29 e 30/07, na Unicamp, em Campina/SP;

Investimento: R$ 860,00 (R$ 645,00 para estudantes)

2) Projeto e Dimensionamento de Usinas Solares e Sistemas Fotovoltaicos de Geração com PVSYST

Próximas datas:

  • 9 e 10/7, na Unicamp, em Campinas/SP;

Investimento: R$ 1490,00 (R$ 1.117,50 para estudantes)

3) Curso de Instalador – Instalação e Integração de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede – NOVIDADE

  • 1 a 3/07 (turma de junho vagas esgotadas), na Unicamp/SP

Investimento: R$ 1.500,00 ( a vista ou em 3x) (R$ 1.200,00 para estudantes)

Incrições AQUI.

Então, onde fazer você já sabe. Vamos SOLARIZAR 🙂

 

Andei meio ausente, excesso de projetos. 🙂 Voltando aos posts, iniciamos com os cursos de engenharia para maio e junho de 2017.

#conhecimentodivididomultiplica #naopodeparar

Cursos de Engenharia

SPDA e MPS

Termotécnica

A Termotécnica oferece os cursos de SPDA (16hs) e o de MPS (8hs) ambos baseados na nova NBR5419/2015. Em Mai/17, o curso será ministrado Belo Horizonte/MG e Campo Grande/MS  e em junho será a vez de Recife/PE e São Paulo/SP.

  • BeloHorizonte/MG – SPDA nos dias 09 e 10/05 e MPS no dia 11/05
  • Campo Grande/MS – SPDA nos dias 23 e 24/05 e MPS no dia 25/05
  • Recife/PE – SPDA nos dias 06 e 07/06 e MPS no dia 08/06
  • Campo Grande/MS – SPDA nos dias 27 e 28/06 e MPS no dia 29/06

Investimento:

  • SPDA – R$ 1.100,00
  • MPS – R$ 500,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

 

ABNT

A ABNT oferecerá o curso de SPDA e MPS ministrado pelo Jobson Modena:

  • Porto Alegre/RS – nos dias 19, 20 e 21/06

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

#FICAADICA

A ementa dos cursos é equivalente e em ambos os instrutores são membros do comitê de revisão da NBR5419:2015, a diferença é que a ABNT fornece a NBR5419:2015, MAS O MATERIAL DA TERMOTÉCNICA EXTRA AULA É MUITO ABRANGENTE.

Minha dica, compre a norma na Target, que sai por R$ 24,75 cada parte, totalizando R$ 99,00 e faça o curso da Termotécnica.

Instalações Elétricas

Barreto Engenharia

A Barreto Engenharia oferece os cursos de:

1) Instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde, nos dias 15, 16 e 17/05, em São Paulo, ministrados pelo Roberto Krieger.

Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

2) Curto-Circuito, Coordenação e Seletividade, nos dias 22, 23 e 24/05, em São Paulo, ministrados pelo Carlos Bastelli.

Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

3) Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas, nos dias 05 e 06/06, em São Paulo, ministrados pelo Estellito Rangel.

Investimento: R$ 2.010,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

4) Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão Parte 2 – Prática (*), nos dias 26, 27 e 28/06, em São Paulo, ministrados pelo Paulo Barreto e pelo Carlos Lara.

Investimento: R$ 2.990,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

ABNT

A ABNT oferecerá o curso de:

1) Instalações elétricas de baixa tensão I – ABNT NBR 5410:2004 – Proteção e segurança, nos dias 20, 21, 22 e 23/06, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

2) Instalações elétricas de baixa tensão II – ABNT NBR 5410:2004 – Instalações de Potência, nos dias 9, 10, 11, 12/05, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

4) Instalações elétricas de baixa tensão III – ABNT NBR 5410:2004 – Instalações de Potência, nos dias 23, 24, 25, 26/05, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

5)Sistemas de aterramento, projeto, construção, medições e manutenção, nos dias 31/05, 01/06, 02/06 , ministrado pelo Galeno Gomes, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

6)Cálculo de Curto Circuito, Coordenação e Seletividade em MT – ABNT NBR 14039:2005 e BT – ABNT NBR 5410:2004. Relés de Proteção: determinação de parâmetros de ajuste, nos dias 29/05, 30/05, 31/05, 01/06 e 02/06 , ministrado pelo Miguel Angelo, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.600,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

SEL – Schweitzer Engineering Laboratories

Os cursos da SEL são caros e excelentes, apenas para os fortes :).

1) Introdução à proteção de sistemas elétricos, nos dias 8, 9, 10, 11 e 12/05 em Florianópolis/SC

Investimento: R$ 4.300,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

2) Introdução à proteção de linhas de transmissão, nos dias 23, 24, 25 e 26/05 em Campinas/SP

Investimento: R$ 3.900,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

Energia Solar

Unicamp

A Unicamp oferece os cursos de extensão de:

1) Introdução à Energia Solar Fotovoltaica – Sistemas Isolados e Conectados à Rede, nos dias:

  • 20 e 21/05/2017 e
  • 26 e 27/05/2017

Ambos com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 840,00 (normal) ou R$ 630,00 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

2)Projeto e Dimensionamento de Usinas Solares e Sistemas Fotovoltaicos de Geração com PVSYST, nos dias 28 e 29/05/2017, com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 1470,00 (normal) ou R$ 1102,50 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

3)PRÁTICO – Instalação e Integração de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede [FEE-0214 – Turma 01 – NOVO CURSO], nos dias 10, 11 e 12/06/2017, com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 2450,00 (3x) ou R$ 2205,00 (a vista)

Link para inscrição AQUI.

Renew Energia e Paraná Solar Energy

Curso de Formação de Instalador Solar Fotovoltaico com NR35 e NR10

Como disse nos posts anteriores, fiquei meio com o pé atrás quando vi o primeiro anúncio, e expliquei como minhas restrições foram vencidas pelos argumentos dos idealizadores.

Apesar do convite, não pude ir a Maringá para participar do curso, mas as fotos que me enviaram me surpreenderam positivamente pelo aspecto da segurança.

E o curso fez tanto sucesso que já estão abertos inscrições para a nova turma, e em breve o curso estará em SP e no RJ.

Turma 1 – Parana Solar e Renew
Içamento – Andaime ancorado
Içamento dos painéis

Investimento: R$ 2.200,00 (parcelado em 12x) ou R$ 2.000,00 (à vista)

Link para inscrição AQUI.

Na edição 226 da Revista Lumiere faço estreia no Espaço Solar, com o primeiro de umas série de artigos sobre Segurança em Sistemas Fotovoltaicos.

Abordarei aspectos que, na minha opinião, carecem de uma atenção maior do que a que tenho encontrado.

Espaço Solar – Artigo de estréia

Nesse primeiro artigo, inicio descrevendo como está o mercado atual, e depois justifico que existe uma complexidade no projeto e na instalação de FV e que não é aquele “plug-and-play” conforme se alardeia a todos os ventos.

Julgo importante salientar isso, pois, ocorrendo uma série de acidentes com plantas solares, todo o trabalho realizado para desenvolver o mercado vai por água abaixo.

A ABGD está com um projeto de certificação de instaladores. Mas ninguém me explicou ainda como se executar uma instalação com vício de projeto e, mesmo assim, estar tudo bem….

Qualquer serviço de engenharia nasce no PROJETO. Segurança?? Nasce no PROJETO também.

Espero, ao final dos artigos sobre segurança em instalações FV, ter contribuído com a mudança de postura do mercado como um todo.

A edição on line pode ser lida interrompido o acesso por iniciativa da publicação.

Mas não tem só eu 🙂

A revista traz outros artigos interessantes.

A Luciana Freitas entrevista o presidente da Absolar, Rodrigo Lopes sobre o mercado de energia solar e sua expansão.

Termografia em instalações elétricas

Um artigo do Igor Cavalheiro tendo o sempre exigente Marcus Possi como coautor, falando sobre aplicações da termografia em segurança, confiabilidade e manutenção das instalações elétricas.

Aterramento – Ponto Nevrálgico da instalação elétrica

Determinados profissionais são referência do mercado, seja pela qualificação técnica, seja pela defesa apaixonada de determinada por um assunto.

Quando falamos em segurança, o Édson Martinho atende os dois.

Nessa artigo ele fala sobre aterramento, nem preciso dizer, leitura obrigatória.

Espero que gostem do artigo.

Dúvidas, críticas e sugestões são sempre bem vindas.

Meu primeiro Webinar foi ao ar ontem, 20/03, sobre Instalações FV, no Programa Eletricista Consciente.

Instalações FV – Sobre o que falei?

Nesse primeiro Webinar sobre instalações fotovoltaicas fiz um apanhado geral sobre o assunto e toquei em uns assuntos polêmicos, como o DPS para FV (e você achando que compra o correto) e as famigeradas String Box CA + CC (veja meu post aqui sobre isso).

Dei uma palinha também sobre SPDA em instalações fotovoltaicas.

O Webinar pode ser visto no canal do youtube do Eletricista Consciente.

Você pode assistir ao video AQUI.

Não deixe também de conhecer o portal do Programa Eletricista Consciente, com muito conteúdo legal.

 

Na segunda, dia 20/03, as 20:00hs, farei um webinar com o Engenheiro Edson Martinho, para o Programa Eletricista Consciente, sobre Segurança em Instalações FV.

Segurança em Instalações FV – Por que assistir?

Instalações Fotovoltaicas se não é o setor que mais cresce no mercado, é com certeza, um dos que mais cresce atualmente.

Mesmo que você não queira entrar no segmento, cedo ou tarde vai estar em um cliente que possui um sistema instalado.

Saber o que pode fazer, e como fazer com segurança vai ser importante.

Sobre isso que vamos conversar.

Clique aqui para se inscrever.

Não deixem também de conhecer a página do Programa Eletricista Consciente ( www.eletricistaconsciente.com.br) e da Abracopel ( www.abracopel.org ).

 

 

 

Bem, acabou o carnaval. Finalmente, realmente começa o ano. Vamos estudar? Treinamentos para engenheiros em março e abril de 2017.

SPDA e MPS

Termotécnica

A Termotécnica oferece os cursos de SPDA (16hs) e o de MPS (8hs) ambos baseados na nova NBR5419/2015. Em Março/17, os cursos serão ministrados em Aracaju/SE e em Curitiba/PR e em abril será a vez de Manaus/AM.

  • Aracaju/SE – SPDA nos dias 07 e 08/03 e MPS no dia 09/03
  • Curitiba/PR – SPDA nos dias 21 e 22/03 e MPS no dia 23/03
  • Manaus/AM – SPDA nos dias 04 e 05/04 e MPS no dia 06/04

Investimento:

  • SPDA – R$ 1.100,00
  • MPS – R$ 500,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

ABNT

A ABNT oferecerá o curso de SPDA e MPS ministrado pelo Jobson Modena:

  • São Paulo/SP – nos dias 20, 21 e 22/03
  • Rio de Janeiro/RJ – nos dias 17, 18 e 19/04

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

#FICAADICA

A ementa dos cursos é equivalente e em ambos os instrutores são membros do comitê de revisão da NBR5419:2015, a diferença é que a ABNT fornece a NBR5419:2015, MAS O MATERIAL DA TERMOTÉCNICA EXTRA AULA É MUITO ABRANGENTE.

Minha dica, compre a norma na Target, que sai por R$ 24,75 cada parte, totalizando R$ 99,00 e faça o curso da Termotécnica.

Instalações Elétricas

Barreto Engenharia

A Barreto Engenharia oferece os cursos de:

1) Projeto de Instalações Elétricas de Média Tensão nos dias 13, 14 e 15/03, em  São Paulo, no Instituto de Engenharia, ministrado pelo Engº Edval Delboni.

Esse é um curso novo da Barreto Engenharia, apesar de não conhecer o instrutor, o Paulo Barreto (sócio) é conhecido pelo nível de qualidade de seus cursos. O de março não irei, reunião ABNT no dia 15, mas já entrou no radar.

Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

2) Qualidade da Energia, Eficiência Energética e Custos nos dias 27, 28 e 29/03, em  São Paulo, no Instituto de Engenharia, ministrado pelo Eng. José Starosta, profissional de renome no mercado e nos tópicos abordados.

Em minha opinião, assunto demais para um mesmo curso, com risco de não ter a profundidade esperada, quem fizer o curso, deixa o comentário aqui.

Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

3) Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão Parte 1 – Teórica nos dias 3, 4 e 5/04, em São Paulo, ministrados pelo Paulo Barreto e Hilton Moreno. Esse curso é obrigatório para os engenheiros que militam na área.

 Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

ABNT

A ABNT oferecerá o curso de:

1) Instalações elétricas de baixa tensão II – ABNT NBR 5410:2004 – Instalações de potência, nos dias 14, 15, 16 e 17/03, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

2)Instalações elétricas de média tensão I – ABNT NBR 14039:2005 – De 1 kV até 36,2 kV Cálculo de curto-circuito, subestações e especificação de disjuntores e fusíveis, nos dias 28, 29, 30 e 31/03, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

3)Sistemas de aterramento, projeto, construção, medições e manutenção, nos dias 05, 06, 07/04 , ministrado pelo Galeno Gomes, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

4) Instalações elétricas de baixa tensão I – ABNT NBR 5410:2004 – Proteção e segurança, nos dias 10, 11, 12 e 13/04, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

5)Instalações elétricas de média tensão II – ABNT NBR 14039:2005; ABNT NBR 15751:2013 – De 1 kV até 36,2 kV Proteção, coordenação, seletividade e aterramento, nos dias 25, 26, 27 e 28/04, ministrado pelo Gilberto Falcoski, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

SEL – Schweitzer Engineering Laboratories

Os cursos da SEL são caros e excelentes, apenas para os fortes :).

1) Proteção de Sistemas Elétricos Industriais de Média E Baixa Tensão, nos dias 10, 11, 12 e 13/04, em Belo Horizonte/MG.

Investimento: R$ 3.500,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

2) Proteção Contra Arco Elétrico, no dia 18/04, em Campinas/SP.

Investimento: R$ 1.200,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

3) Introdução à Automação de Subestações, nos dias 3, 4, 5, 6 e 7/04, em Campinas/SP.

Investimento: R$ 4.200,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

Energia Solar

Unicamp

A Unicamp oferece os cursos de extensão de:

1) Introdução à Energia Solar Fotovoltaica – Sistemas Isolados e Conectados à Rede, nos dias:

  • 18 e 19/03/2017 e
  • 24 e 25/03/2017

Ambos com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 840,00 (normal) ou R$ 630,00 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

2)Projeto e Dimensionamento de Usinas Solares e Sistemas Fotovoltaicos de Geração com PVSYST, nos dias 26 e 27/03/2017, com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 1470,00 (normal) ou R$ 1102,50 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

Renew Energia e Paraná Solar Energy

Curso de Formação de Instalador Solar Fotovoltaico com NR35 e NR10

Bom, esse deu trabalho.

Escrever é mais complicado do que eu esperava antes de começar o blog, e definir o que escrever e como quando se trata de análise, é uma tarefa no mínimo inglória, afinal, também sou player do mercado.

Mas por que esse foi difícil?

Vamos a parte fácil.

A Renew é uma empresa séria e com experiência no mercado (grifo para o séria). O que significa, que caso se disponha a dar um bom curso, diferente da maioria dos cursos caça-níquéis, tem um enorme potencial.

Segundo ponto positivo foi incluir o NR-10 e o NR-35 no escopo. Coisa tão óbvia que me dá até raiva de não ter pensado nisso antes. Levando-se em consideração, que ao contrário de mim, a maioria dos players não é oriundo da construção civil, a ausência desse conhecimento pode realmente ocasionar uma série de acidentes, e bom, depois do acidente da Sapucaí, está na hora de repensarmos sobre o quanto estamos dando ênfase a segurança.

A parte difícil foi justamente o NR-10 e o NR-35 serem EAD. Confesso que não gosto disso para as NRs.

No entanto, sou obrigado a reconhecer que a grande maioria dos cursos nessa área são caça-níqueis, então, EAD ou presencial, eles são ruins. Também é verdade que um treinamento de NR-10 genérico não vai ver as peculiaridades de segurança em FV.

Tendo em mente que haverá a parte prática “a vera” no curso, em condições reais, é possível que englobe segurança nesse momento, o que tornaria muito mais apto esses cursos para instaladores de FV do que um genérico, mesmo presencial, que não teria essa parte prática voltada para uma condição típica.

Com isso tudo, minhas restrições foram vencidas e o curso entra na lista de indicações.

Investimento: R$ 2.200,00 (parcelado em 12x) ou R$ 1.936,00 (à vista)

Link para inscrição AQUI.

 

Fotovolt

Estou ficando fã da Aranda. A Fotovolt 7 traz um artigo sobre segurança elétrica para FV excelente, escrito originalmente em uma publicação alemã.

Tanto a Eletricidade Moderna quanto a Fotovolt tem trazido artigos de publicações alemães, sempre muito bons, daí minha empolgação com a Aranda.

Bom…. vamos a esta edição.

Artigos Fotovolt

Desligamento seguro de geradores de FV do lado de corrente contínua

Eu fico muito contente quando alguém aborda a segurança em FV. O João Cunha já havia tratado desse assunto (veja resumo da palestra dele na ENIE aqui) e eu falarei sobre isso na Lumière a partir da próxima edição, não está disponível por iniciativa da publicação.

Mas, vamos ao artigo:

Fazendo um breve preâmbulo, para quem não tem intimidade em projetos ou execução de sistemas de combate a incêndio, uma das primeiras providências que o Corpo de Bombeiros faz ao chegar numa edificação acometida por incêndio é desligar a energia do local.

Em instalações com bombas para o combate ao incêndio, por exemplo, a alimentação das bombas é retirada antes da proteção geral (pelo menos no RJ), a fim de que não haja energia em outro lugar além do estritamente necessário.

Mas, e o lado de corrente contínua de um sistema FV? Como desligo essa alimentação que pode chegar até 1.000Vcc?

É este questionamento que o artigo faz. Chamo a atenção pelos fatos de que não discutimos esse ponto na Comissão da ABNT do projeto de norma de instalações elétricas FV (reli o projeto de norma e não encontrei nada).

Enfim, esse é de leitura obrigatória para todos àqueles que se preocupam com o assunto SEGURANÇA.

História e perspectivas da indústria fotovoltaica global

Mais um artigo muitíssimo interessante.

Vamos ser sinceros, todos nós envolvidos na cadeia de valor da indústria fotovoltaica (projetista, fabricantes, integradores, instaladores, empresas de treinamento) temos especial interesse em que o mercado cresça e normalmente destacamos os pontos positivos.

No entanto, precisa entrar no radar que nem tudo são flores. O modelo de concessão das distribuidoras de energia foi feito privilegiando o consumo; retirar parte desse consumo cedo ou tarde vai afetar as tarifas, em alguma medida.

O gerenciamento e o controle do sistema elétrico de potência também fica mais complicado.

Ok… e o que é mesmo que o artigo aborda? Como se desenvolveu a indústria e o que precisa para que tenha um crescimento economicamente sustentável.

Vou citar um dos parágrafos do final do artigo, para você tomar a decisão se o assunto te interessa.

“Modelos de negócios que incentivam o auto consumo oferecem potencial para mitigação das preocupações da concessionária sobre variabilidade, reduzindo, ao mesmo tempo, suas receitas. Esta dicotomia precisará ser abordada para que a GD FV continue a crescer˜.

Reparem que é essa dicotomia que nos recusamos a encarar. É mais fácil achar que a concessionária é a grande vilã a ser combatida, que GD FV resolverá todos os nossos problemas.

Da forma que estamos no Brasil, será que resolverá?

Se esse questionamento já passou pela sua cabeça, leia o artigo. Se achou que eu falei um monte de besteira, nem perca seu tempo.

Retrofitting em instalações fotovoltaicas

Nessa edição temos a continuação do artigo iniciado na edição anterior,   reforçando o que disse na análise anterior (aqui), apesar de retrofit para FV no Brasil parecer ser prematuro, muitas questões tratadas no artigo são de erros conceituais de projeto, logo, a leitura é bastante interessante.

Outras coisas interessantes

Tem um artigo sobre geração centralizada que trata dos riscos ao desenvolvimento de grandes usinas solares, e entre as muitas propagandas, duas me chamaram a atenção: uma foi a Negrini, tradicional fabricantes de fusíveis, com uma linha de fusíveis para aplicações FV e a outra foi a HellermannTyton com uma linha de abraçadeiras com proteção UV.

Essa edição da Fotovolt pode ser vista AQUI.

Em tempos de crise, se manter atualizado pode ser a diferença para a carreira. Quais e onde serão os Congressos e Feiras desse ano?

ESW BRASIL 2017 (Eletrical Safety Workshop Brasil)

O IEEE ESW Brasil, cujo objetivo é promover a “mudança da cultura da segurança em eletricidade”, visando conscientizar a sociedade de que os serviços de eletricidade devem ser tratados com responsabilidade e seriedade, ocorrerá na cidade de Salto, em São Paulo, nos dias 04 e 05/10, com organização da Abracopel e do IEEE.

Evento imperdível para qualquer profissional de instalações que preze por segurança.

A abertura para o envio dos trabalhos será em breve e eu estarei lá, com certeza.

http://www.ieee.org.br/eswbrasil/

exposolar

EXPO SOLAR e COBES – II Congresso Brasileiro de Energia Solar

Entre os dias 17 e 19/05 ocorrerá a Exposolar e simultaneamente o COBES – II Congresso Brasileiro de Energia Solar, no Centro de Convenções Frei Caneca, em SP.

Destaque no COBES para o painel de novas tecnologias, com a presença do Guilherme Chrispim, diretor da Liv Energia, falando sobre BIPV ( Building Integrated Photovoltaic), no dia 18/05.

Terá também um Workshop de software, no dia 19/05, com a Pvsyst e o Solergo.

Em resumo, o evento promete.

http://www.exposolarbrasil.com.br/cobes.html

 

FIEE – Feira Internacional da Indústria Eletroeletrônica

A FIEE esse ano ocorrerá entre os dias 25 a 28/07, no Expo São Paulo, em SP.

O credenciamento já está aberto, já fiz o meu.

http://www.fiee.com.br/

Enersolar + Brasil

A Enersolar ocorrerá entre os dias 23 a 25/05, no Expo São Paulo, em SP.

Juntamente com a feira ocorrerá um congresso, o Ecoenergy.

http://enersolarbrasil.com.br/16/

Intersolar South America

A Intersolar esse ano ocorrerá entre os dias 22 e 24/08, no Expocenter Norte, em SP.

http://www.intersolar.net.br/pt/inicio.html

 Green Building Brasil

A Green Building Brasil ocorrerá de 08 a 10/08, no Expo São Paulo, em SP.

http://expogbcbrasil.org.br/

BW Expo

Eu não conhecia essa feira, mas o objetivo dela é:

Composta por feira de negócios e programa de conferências, a BW Expo é inspirada em modelos internacionais, trazendo novidades em tecnologias e serviços nos setores de Gestão de Água, Resíduos, Energia e Ar, visando garantir a sustentabilidade do meio ambiente.

A BW Expo ocorrerá de 07 a 09/06 no São Paulo Expo, em SP.

http://www.bwexpo.com.br/

  Expo Proteção 2017

A Expo Proteção ocorrerá de 16 a 18/08, no Expo Center Norte, em SP.

O credenciamento já está aberto.

http://www.protecaoeventos.com.br

 

string box

Em todo sistema fotovoltaico existem alguns itens que são imprescindíveis. A String Box é um desses e alguns fabricantes e instaladores vendem/montam uma String Box CA + CC, com o provável objetivo de reduzir custos.

Como assim? String Box CA + CC? CA e CC no mesmo local?

E pode?

Tem um tempinho??? Em um dos muitos grupos de whatsapp que estou, afirmei peremptoriamente que não pode!

Criei um problema, por que boa parte dos membros do grupo acharam um absurdo, afinal, tem fabricante que vende…

Hoje resolvi escrever de onde vem a minha linha de raciocínio e conclusão.

Segue aí….

Falando em segurança

De acordo com o texto do projeto de norma NBR 16384 – Segurança em Eletricidade, temos:

“Os equipamentos e instalações elétricas, quando projetados e instalados de acordo com as normas técnicas, a princípio, se tornam seguros para utilização, operação e intervenção.

(. . .)

As técnicas de investigações de incidentes ou acidentes utilizados pelos profissionais de segurança do trabalho sugerem basicamente a identificação de três fatores:

  1. fatores físicos – falha nos equipamentos, componentes e ou instalação;
  2. fatores humanos – falha nas ações ou intervenções humanas por falta de conhecimento ou despreparo dos profissionais envolvidos no acidente; e
  3. fatores sistêmicos ou gerenciais – falha da gestão tanto dos fatores físicos quanto dos humanos.

Estes três fatores devem ser analisados e as ações corretivas devem ser implementadas para evitar recorrências. (grifos meus)

Pelo exposto, podemos inferir que seguir as normas é uma condição necessária para a segurança.

No entanto, NÃO É NECESSÁRIA E SUFICIENTE!  Precisamos então, levar o fator humano em consideração.

E por fator humano, não temos não somente quem executa, como também, quem utiliza e, ainda, quem fará posteriormente a manutenção.

Realidade das instalações elétricas residenciais

As instalações elétricas residenciais estão longe de ser seguras. Quer por serem instalações antigas, quer por serem executadas por curiosos e não por profissionais.

Instalações sem dispositivo DR, sem aterramento ou com condutores subdimensionados ainda são bastante comuns. A manutenção e ampliação, quando é o caso, são feitas muitas vezes por um profissional que gostamos de chamar de “pedricista“.

Ao instalar um sistema fotovoltaico em uma residência, desprezar a realidade das nossas instalações e da qualificação (ou má qualificação) da mão de obra, beira, no meu entender, a irresponsabilidade trazendo risco para a vida e o patrimônio das pessoas.

String Box e Quadro de distribuição

Primeiro: o que é uma string box?

A terminologia correta em português é caixa de junção, mas o termo em inglês já está consagrado.

A definição consta da NBR10899.

3.12
caixa de junção
invólucro no qual subarranjos fotovoltaicos, séries fotovoltaicas ou módulos fotovoltaicos são conectados em paralelo, e que pode alojar dispositivos de proteção e/ou seccionamento.

Dois pontos para atenção :

  1. pode alojar. Isso significa que o local onde “se faz “as conexões de paralelismo onde não há necessidade de proteção também é uma string box (vou usar o termo em inglês).
  2. por essa descrição, esses são os lados em CC de um sistema fotovoltaico.

OK… mas e o local onde estão as proteções do lado de CA do inversor?

Pela definição da NBR IEC 60050-826 (está cancelada, mas precisamos de uma definição) temos:

A.07.03 quadro de distribuição: Equipamento elétrico destinado a receber energia elétrica, através de uma ou mais alimentações, e a distribuí-la a um ou mais circuitos, podendo também desempenhar funções de proteção,seccionamento, controle e/ou medição.

Instalando com Segurança

Independente das normas vigentes vedarem ou não esse tipo de instalação, vamos fazer uma análise de risco qualitativa.

A tensão em CA, para sistemas fotovoltaicos em uma residência, será normalmente 220/127V ou 380/220V.

A tensão em CC, para um sistema conectado à rede pode chegar a 1000V.

Precisamos observar que o hábito dos profissionais de instalações é desligar o disjuntor da fonte e trabalhar. Mas, desligar o disjuntor CA em um sistema fotovoltaico conectado à rede NÃO vai desenergizar o lado CC.

Ou seja, ao usarmos a string box CA + CC acabamos de criar mais um ponto propício de acidentes.

A alegação que presumo: um curioso não poderia mexer em uma instalação elétrica e, ainda, que o profissional deveria medir antes de começar a trabalhar.Na teoria, estão certos. Na realidade?  Não é assim que ocorre.

Acredito que é dever do engenheiro incluir essas análises em seus projetos. É claro que se torna impossível realizar uma instalação qualquer prevendo e prevenindo todo e qualquer tipo de risco, mas determinados riscos, pelo seu pouco impacto financeiro e grande probabilidade de acontecer, devem ser tratados ou mitigados.

Para mim, sempre foi claro que é inconcebível uma string box CA + CC.

Mas, nem toda a comunidade técnica pensa assim (principalmente os fabricantes que vendem, mas que não assinam as ART).

E o que diz a norma?

Vamos a norma então. E a qual norma?

Que tal a NBR5410? Aquela, que todo técnico em electrotécnica e todo engenheiro eletricista deveria conhecer de cabo a rabo? Aquela, recém-publicada em 2004 ( 🙂 )?

Confesso que li e não achava o item, mas na última reunião da comissão de revisão da NBR5410 eu pedi ajuda ao Paulo Barreto, da Barreto Engenharia, e ele me mostrou o item.

Vamos a ele.

4.2.5.7 Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública, geração local, etc.), a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais. Em particular, não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem, com elementos de outra alimentação, quadros de distribuição e linhas, incluindo as caixas dessas linhas, salvo as seguintes exceções:

a) circuitos de sinalização e comando, no interior de quadros;
b) conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação;
c) linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados.

Então, duas fontes NÃO PODEM compartilhar o mesmo quadro de distribuição, com exceção de onde se faz o intercâmbio (exemplo, QTA ou quadro de paralelismo).

Um espírito de porco agora vai tentar alegar que a string box CA + CC é o local do intercâmbio. Não, não é.

Se fosse, não conseguiríamos separá-la. Na verdade, o local do intercâmbio é o interior do inversor.

Eu presumo que o motivo da vedação por norma seja inspirada na mesma filosofia de segurança que abordo no início do post; ou seja, em 2004 (isso sem contar as revisões anteriores que já tinham isso), antes de fazermos GD no Brasil, já tínhamos essa preocupação, e mais de dez anos depois da NR-10 estamos retrocedendo.

Conclusão

Então, você integrador, lembre-se que a ART é sua, a responsabilidade é sua, e vidas humanas e patrimônio estão em jogo.

Pense nisso antes de usar a String Box CA + CC, por que o fabricante falou que pode.

Agradecimentos ao Engenheiro Paulo Barreto, que teve a gentileza de me mostrar o item especifico da norma.

Fotovolt Set 2016

A Editora Aranda, além da Eletricidade Moderna publica uma revista bimestral, sobre o mercado Fotovoltaico. Na FotoVolt de Set 2016, podemos destacar 2 artigos.

Artigo Fotovolt 1 – Estudo de Caso de instalação fotovoltaica de 2,16kWp

O artigo apresenta um estudo de caso de uma usina instalada na Universidade Federal de Uberlândia.

Pelo histórico de geração e irradiação, os autores conseguiram fazer uma comparação entre o projetado e o real, obtendo dados interessantes.

Foi realizada ainda uma análise de qualidade de energia, chamando a atenção para a distorção harmônica de corrente.

A leitura é interessante até para que se possa comparar com outras microgerações a que tenhamos acesso.

Artigo Fotovolt 2 – Retrofitting em instalações fotovoltaicas

Esse artigo, publicado originalmente na revista Alemã “de” – Das Elektrohandwerk me pareceu atraente, num primeiro plano, já que no Brasil as usinas são relativamente novas.

O que mais me chamou atenção foram as oportunidades de melhoria advindas de falhas de projeto; algumas, passo a mencionar :

  • Configuração inadequada de interligação dos módulos FV;
  • Conexão me módulo com características elétricas heterogêneas;

O artigo cita ainda oportunidades por defeito na instalação e por manutenção deficiente.

O será complementado na próxima edição, joga por terra indiretamente a tal da simplicidade apregoada no mercado.

Acaba mostrando que projeto bem feito e instalação bem executada faz diferença na geração de energia.

Quanto ao restante da revista, um resumo da Intersolar, anúncios de fabricantes, e alguns colunistas, nada mais relevante tecnicamente.

 

 

 

 

DPS FOTOVOLTAICO

A necessidade da utilização dos DPS é dada principalmente pelas normas 5410 e 5419, sendo que a norma de desempenho e ensaio vigente para DPS no Brasil é a ABNT NBR IEC 61643-1:2007. No entanto, não temos uma norma especifica de DPS FOTOVOLTAICO, que possui necessidades diferentes quanto à segurança.

Na ausência de uma norma especifica para DPS FOTOVOLTAICO vamos buscar uma norma internacional.

E qual norma escolher para o DPS FOTOVOLTAICO?

A norma escolhida foi a EN 50539-11 Low-voltage surge protective devices – Surge protective devices for specific application including d.c. – Part 11: Requirements and tests for SPDs in photovoltaic applications.

Essa norma chama a atenção de que o DPS FOTOVOLTAICO pode ser danificado por:

  • Por fuga térmica devido a uma quantidade excessiva de atuações em virtude de sobretensões, que mesmo não excedendo suas características conduzam à destruição lenta de seus componentes internos;
  • Ao dar passagem para terra (curto-circuitar) devido a uma sobretensão que vai além de suas características, levando a uma súbita degradação de sua impedância;

Em instalações em corrente alternada, com o esquema de aterramento TN-S, a corrente de curto-circuito fase-terra é alta fazendo com que a proteção de retaguardo do DPS atue, interrompendo o curto-circuito.

No entanto, a corrente de curto-circuito de uma instalação fotovoltaica sem armazenamento de energia (on-grid), não é muito maior que a corrente nominal em condições normais, por isso, a proteção de retaguarda no DPS FOTOVOLTAICO pode não atuar.

Dessa forma, caso não sejam tomados maiores cuidados, a não atuação dessa proteção de retaguarda fará com que o DPS FOTOVOLTAICO vire um foco de incêndio.

Para solucionar esse problema, a EN 50539-11 determina que o DPS FOTOLTAICO deverá estar equipado com um dispositivo de proteção especificamente adequado para operar qualquer que seja a corrente produzida pelos módulos fotovoltaicos, podendo ser:

  • Desconexões embutidas no próprio DPS;
  • Seccionadores externos ao DPS, coordenados com o comportamento de fim de vida útil do DPS, ou;
  • Combinação dos anteriores.

Alguns fabricantes já possuem solução para a desconectar automaticamente o DPS. A seguir, temos um vídeo de uma apresentação da DEHN, mostrando o DPS sem essa desconexão embutida e com essa proteção.

 

É importante salientar, que caso o DPS FOTOVOLTAICO especificado não tenha a desconexão embutida, passa a ser RESPONSABILIDADE DO PROJETISTA prover essa solução externa.

Com isso, os projetistas precisam ter muita atenção se os produtos instalados atendem a essa norma.

Uma busca rápida na internet mostrou que essa informação não está clara na maioria das especificações técnicas dos DPS FOTOVOLTAICOS disponíveis no Brasil.

Agradecimentos ao André Pinheiro, da Proauto Produtos de Automação que disponibilizou o vídeo.

Referências:

  • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS. Coletânea de diversas Normas.
  • PAULINO, José Osvaldo Saldanha et al, Proteção de equipamentos elétricos e eletrônicos contra surtos elétricos em instalações. Minas Gerais:Ed. Clamper, 1a Ed 2016.
  • FINDER. Guia para aplicação de Dispositivos de Proteção contra Surtos – DPS. Disponível em: <http://www.instalacoeseletricas.com/Findernet/download/section/PDFs/guia-dps.pdf>. Acesso em: 30/12/2016
  • FINDER. Sistemas de proteção para minirredes com sistemas fotovoltaicos. DPS. Disponível em: <http://www.iee.usp.br/lsf/sites/default/files/Apresentacao_Finder.pdf>. Acesso em: 30/12/2016
  • ISKRA ZASCITE. SPDs in PV Applications. Disponivel em:  <http://www.ecs.fi/markkinointimateriaali/Ylij%C3%A4nnitesuojaus/Presentations/2011-09-26/1_spds-in-pv-applications_sept2011_ales-stagoj.pdf>. Acesso em 30/12/2016

 

Ano Novo, Vida Nova. E se manter atualizado continua sendo fundamental.

SPDA e MPS

Termotécnica

A Termotécnica oferece os cursos de SPDA (16hs) e o de MPS (8hs) ambos baseados na nova NBR5419/2015. Em Fevereiro, os cursos serão ministrados em São Paulo/SP e em Belo Horizonte/BH

  • São Paulo/SP – SPDA nos dias 14 e 15/02 e MPS no dia 16/02
  • Belo Horizonte/BH – SPDA nos dias 21 e 22/02 e MPS no dia 23/02

Investimento:

  • SPDA – R$ 1.100,00
  • MPS – R$ 500,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

ABNT

A ABNT oferecerá o curso de SPDA e MPS nos dias 16, 17 e 18/01, ministrado pelo Jobson Modena, em São Paulo/SP.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

#FICAADICA

A ementa dos cursos é equivalente e em ambos os instrutores são membros do comitê de revisão da NBR5419:2015, a diferença é que a ABNT fornece a NBR5419:2015, MAS O MATERIAL DA TERMOTÉCNICA EXTRA AULA É MUITO ABRANGENTE.

Minha dica, compre a norma na Target, que sai por R$ 24,75 cada parte, totalizando R$ 99,00 e faça o curso da Termotécnica.

Instalações Elétricas

Barreto Engenharia

A Barreto Engenharia oferece os cursos de:

1) Aterramento Elétrico e Proteção de Edificações e Equipamentos Sensíveis nos dias 30, 31/01 e 1/02, em  São Paulo, no Instituto de Engenharia.

Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

2)Projeto de Instalações Elétricas de Baixa Tensão nos dias 13, 14 e 15/02, em  São Paulo, no Instituto de Engenharia.

Investimento: R$ 2.750,00

Link para ementa e inscrição AQUI.

ABNT

A ABNT oferecerá o curso de:

1) Sistemas de aterramento, projeto, construção, medições e manutenção, nos dias 15, 16 e 17/02, com o Galeno Lemos, em São Paulo.

Investimento: R$ 2.150,00 (descontos para associado ABNT e para pagamento antecipado)

Link para ementa e inscrição AQUI.

Energia Solar

Unicamp

A Unicamp oferece os cursos de extensão de:

1) Introdução à Energia Solar Fotovoltaica – Sistemas Isolados e Conectados à Rede, nos dias 21 e 22/01/2017, com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 840,00 (normal) ou R$ 630,00 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

2) Introdução à Energia Solar Fotovoltaica – Sistemas Isolados e Conectados à Rede, nos dias 27 e 28/01/2017, com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 840,00 (normal) ou R$ 630,00 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

3)Projeto e Dimensionamento de Usinas Solares e Sistemas Fotovoltaicos de Geração com PVSYST, nos dias 29 e 30/01/2017, com a coordenação do Prof. Dr. Marcelo Gradella Villalva.

Investimento: R$ 1470,00 (normal) ou R$ 1102,50 (estudantes)

Link para inscrição AQUI.

 

Nos últimos dois posts falei sobre tarifas para clientes do grupo A e o impacto nos cálculos geração distribuída fotovoltaica dessas tarifas (Demanda? Fora de Ponta? Horo Sazonal? Traduzindo o “Elitricitrês” e Como calcular FV para clientes do Grupo A).

Mas, não tratei completamente do assunto. Existem umas opções que podem melhorar suas opções.

Tarifação para Clientes do Grupo A – Outras Opções

Como vimos nos posts anteriores, uma das desvantagens da tarifação de clientes do grupo A é que o valor de demanda contratada sempre será pago, e é um valor praticamente fixo quando bem feito o contrato entre a empresa e a concessionária de energia.

Isso reduz a atratividade financeira de instalação de micro geração distribuída para esse tipo de cliente.

No entanto, existem algumas condições que mesmo sendo alimentado em média tensão, o cliente pode optar por uma tarifa do grupo B.

Quais condições são essas?

Art. 100. Em unidade consumidora ligada em tensão primária, o consumidor pode optar por faturamento com aplicação da tarifa do grupo B, correspondente à respectiva classe, se atendido pelo menos um dos seguintes critérios:
I – a potência nominal total dos transformadores for igual ou inferior a 112,5 kVA;
II – a potência nominal total dos transformadores for igual ou inferior a 750 kVA, se
classificada na subclasse cooperativa de eletrificação rural;
III – a unidade consumidora se localizar em área de veraneio ou turismo cuja atividade seja a exploração de serviços de hotelaria ou pousada, independentemente da potência nominal total dos transformadores;
ou IV – quando, em instalações permanentes para a prática de atividades esportivas ou parques de exposições agropecuárias, a carga instalada dos refletores utilizados na
iluminação dos locais for igual ou superior a 2/3 (dois terços) da carga instalada total.
§ 1º Considera – se área de veraneio ou turismo aquela oficialmente reconhecida como
estância balneária, hidromineral, climática ou turística. (Redação dada pela REN ANEEL 479, de 03.04.2012)
§ 2º A aplicação da tarifa do grupo B ou o retorno ao faturamento com aplicação de
tarifa do grupo A devem ser realizados até o segundo ciclo de faturamento subsequente à formalização da opção de faturamento. (Incluído pela REN ANEEL 4
79, de 03.04.2012)
Resolução 414/2010, em vigência na data atual.

 

Então, qualquer cliente cuja a potencia instalada seja igual ou menor que 112,5kVA poderá ser faturada em baixa tensão, o que pode viabilizar a utilização de energia fotovoltaica para esse cliente.

A outra opção, sem limite de potência, é hotéis ou pousadas localizadas em área de veraneio ou turismo.

Apenas cuidado, não é apenas por ser hotel que se tem essa opção. No caso da Light, essa solicitação irá para o setor jurídico da Light para se posicionarem sobre essa possibilidade.

E a tal da tarifa AS???????

Algumas concessionárias em seu sistema de distribuição tem algumas peculiaridades, sendo a Light uma dessas concessionárias (não são todas as concessionárias que possuem essas peculiaridades).

Que peculiaridades são essas?

São o sistema subterrâneo radial e o sistema subterrâneo reticulado (network).

No sistema reticulado, é comum que mesmo grandes potências sejam ligadas em BT.

Se o limite de 75kW não necessariamente se aplica nesses casos, o cliente ficaria obrigado a usar apenas a tarifa B3, que apresenta uma tarifa de R$/kWh mais cara que a do sistema A4. Para dar opção a esse cliente existe a tarifa AS.

Características da tarifa AS

A tarifa AS é semelhante as tarifas do grupo A4, podem ser convencional (a ser extinguida), HS Verde e HS AZUL. As diferenças são nos valores cobrados.

Os valores de demanda são em média 60% mais caros no AS que no A4 (pelo menos na Light) e os valores de consumo na ponta são 40% mais altos e os de fora de ponta 10% mais caros na HS Verde e cerca de 10% mais caros tanto na ponta como fora de ponta na HS Azul.

E o que isso importa para GD?

Agora começam os pulos do gato.

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Situação 1:

Loja de departamentos, instalado no centro do município do RJ, de 1000m² de área construída.

Foi feito um estudo tarifário, por ocasião da instalação do cliente e se chegou a seguinte conclusão:

Melhor opção: da tarifa AS Verde, com 250kW de demanda contratada.

Sua empresa, hoje, foi convidada para fazer um orçamento com a análise financeira para o cliente.

Você faz o projeto de geração e prepara o fluxo de caixa e apresenta para o cliente.

Vamos supor que deu uma TIR (taxa interna de retorno) de 14% aa.

Mas, seu concorrente faz a mesma simulação que você, e mais uma.

Ele simula como seria a geração distribuída com energia fotovoltaica se o cliente voltasse a faturar o B3.

Ao fazer essa simulação, ele verifica que o valor de conta de energia a pagar após a instalação do sistema de energia fotovoltaica seria menor, e a TIR passa para 16% aa.

Quem seu cliente escolhe?

E mais do que isso, para o cliente fica a percepção que o competente mesmo é o concorrente, e não você.

Situação 2

Restaurante no centro do município do RJ, de 500m² de área construída.

Esse cliente nunca fez um estudo tarifário, logo ele é tarifado em B3.

Ele solicita um orçamento de geração distribuída com energia fotovoltaica a fim de reduzir seus custos de energia elétrica.

Sua empresa visita o local, e verifica que em função dos prédios no entorno, o sombreamento será muito grande.

Isso inviabilizará a instalação do sistema de geração de energia fotovoltaica.

Você explica para o cliente, agradece e vai embora.

Mas, aquele mesmo concorrente, vai nesse cliente e chega a mesma conclusão, sobre a inviabilidade da instalação do sistema de geração de energia fotovoltaica.

No entanto, resolve fazer um estudo tarifário, e descobre que poderá reduzir em 15% dos custos de energia elétrica para o restaurante.

Ele conversa com o cliente, faz um contrato de performance, ganha dinheiro e o cliente também.

E posso instalar energia fotovoltaica em sistema reticulado?

Pode, mas não poderá ser gerado excedente para a rede, ou seja, toda a energia produzida precisará ser consumida.

Essa informação consta no Procedimentos para a Conexão de Microgeração e Minigeração ao Sistema de Distribuição da Light SESA BT e MT – Até Classe 36,2kV, transcrito abaixo:

3.1.5 Conexão no Sistema Subterrâneo Reticulado

Em função de características técnicas, a LIGHT somente permite conexões de Micro e Minigeração Distribuída em suas redes do SISTEMA RETICULADO mediante a instalação de um sistema de proteção que garanta a não injeção de energia na rede da Concessionária.

A proteção adicional deverá garantir o desligamento da geração quando a potência consumida pela carga do Acessante for inferior à potência de geração, evitando a exportação de energia. O projeto deverá ser submetido para LIGHT para aprovação.

Resumo de adoção de GD através de energia fotovoltaica para clientes com mais de 75kW de potência instalada

Como visto neste post e nos dois últimos, as opções tarifárias para clientes com mais de 75kW são variadas e um profundo conhecimento dessas opções fazem a diferença no tipo de solução a ser adotada ou proposta ao cliente.

Seu cliente quer é uma redução de custos de energia e não energia fotovoltaica.

O que ele quer é a melhor proposta de valor.

E isso pode passar por geração na ponta, mudança tarifária, deslocamento da curva de carga, mudança de fonte primária e até a instalação de geração de energia fotovoltaica.

Essa expertise, de ser um engenheiro de energia (ouvi esse termo do Eng. Édson Tito, da Datum, em 2000), pode fazer a diferença no seu negócio e no de seu cliente.

Você quer saber de Geração Distribuída? Você precisa saber a diferença de demanda e consumo

Tenho visto nos grupos de discussão que participo no whatsapp e conversando com pessoas do mercado de geração distribuída, principalmente de energia Fotovoltaica, uma enorme dificuldade de entender os conceitos de consumo e demanda, bem como a forma de cobrança das concessionárias para os clientes cativos, do grupo A4 e AS. Vou tentar esclarecer.

Começando do inicio…

Ao usarmos o chuveiro elétrico, acendermos uma lâmpada ou usarmos a bomba de água, não estamos fazendo nada mais que converter a energia elétrica em outra forma de energia. Essa energia, para chegar em nossos lares e trabalhos precisa percorrer um longo caminho e precisa ser produzida de alguma forma, logo ela tem um preço. Esse preço engloba todos os atores envolvidos desde sua geração até chegar em um local que nós possamos utilizá-las.

A unidade de medida de energia do SI (Sistema Internacional de medidas) é o Joule. No entanto, por motivos históricos no desenvolvimento da Física, cada ramo da engenharia acaba utilizando uma unidade de medida diferente. No caso de energia elétrica, os engenheiros eletricistas utilizam o kWh (1 WH = 3600 J)

Bom, sabemos que a concessionária nos fornece energia elétrica, então ela nos cobra energia elétrica. Assim sendo, qualquer conta de energia elétrica vai ter uma parcela chamada consumo, cuja unidade de medida é o kWh.

Mas, e a tal da Demanda?

Vamos imaginar que tenhamos uma lâmpada de 100W acesa durante 10h em um dia, a energia consumida será então 1(lâmpada) x 100(W) x 10 (h) = 1000Wh.

Agora, vamos fazer o contrário, vamos usar 10 lâmpadas de 100W durante apenas 1h em um dia. Nesse caso, a energia consumida será então 10 (lâmpadas)  x 100(W) x 1(h)  = 1000Wh.

Reparem que em ambos os casos, a energia consumida foi igual, mas utilizadas em tempos diferentes.

E por que isso é importante? Todo o dimensionamento do sistema elétrico, desde a geração até chegar no consumidor é feita em cima dos valores máximos instantâneos (não instantâneos, explico no final). Dessa forma, além da geração, deve ser investido dinheiro para a transmissão, e isso entra no preço da energia.

E agora, como pagamos a energia?

Bom, nossa legislação difere as tarifas e a forma de cobrança em função do tipo de cliente e da tensão de alimentação (que por sua vez é definida pela potência (a demanda máxima) que você vai solicitar).

Essa divisão é o que a ANEEL chama de CLASSES DE CONSUMO, resumidas na tabela abaixo:

tabela-classes-consumo

Na maioria dos casos, instalações com potências inferiores a 75kW serão do grupo B e acima disso, do grupo A (Em post futuro tratarei dessas exceções).

Então, para potências menores que 75kW, a concessionária vai te alimentar em baixa tensão. Esse cliente então, em sua conta de energia elétrica vai pagar apenas o CONSUMO (kWh) e não paga DEMANDA!

 As tarifas variam de concessionária para concessionária, mas para qualquer concessionária as tarifas de consumo de baixa tensão são mais caras que em outras modalidades.

Mas, se sua potência instalada for superior a 75kW você receberá energia em média tensão (o termo técnico é alimentado em tensão primária de distribuição). A conta de energia elétrica agora difere, além do consumo, você paga pela sua DEMANDA (kW)!

Bom, então a conta de média tensão tem duas parcelas, o referente ao consumo e o referente a demanda. Antes de explicarmos quais os tipos de faturamento (é, tem mais de um, sinto muito) vamos tentar explicar melhor o que é e como a concessionária mede e cobra a demanda.

Relembrando ou aprendendo conceitos….

Para saber qual a energia consumida por um equipamento elétrico, multiplicamos sua potência pelo número de horas em funcionamento.

Vamos supor um cliente fictício, com os valores de equipamentos e funcionamento conforme tabela abaixo:

tabela-10

Bom, vemos que esse cliente tem um consumo diário de 816kWh. Se esse cliente é um cliente de classe B, não tenho mais nenhuma preocupação, sei o quanto ele gastará em R$ de energia elétrica. Mas, vamos analisar como ele usa a energia diariamente, no gráfico abaixo.

grafico-1

Podemos notar que o uso da energia não é linear durante o dia todo. O pior ponto de uso do dia é o que chamamos de DEMANDA.

grafico-2

A energia consumida nada mais é do que a área dessa figura.

Mas, vamos pegar esse mesmo cliente, e supor que se resolveu começar o horário de trabalho mais cedo, passamos a ter o seguinte funcionamento:

nova-carga

grafico-3

Nos dois casos a energia consumida foi a mesma, MAS A DEMANDA foi diferente.

O exemplo foi bem simplificado. Na verdade, a curva diária é uma curva com muito mais variações do que essa.

E como a concessionária mede a demanda? Na verdade, ela calcula a demanda a cada 15 minutos e a demanda medida é a MAIOR que ocorrer no mês.

Opa, MAIOR? Sim, isso mesmo. Em um mês típico de 30 dias, a concessionária mede 2880 valores de demanda e o valor a ser utilizado como valor medido é o MAIOR.

Agora, com o conceito entendido vamos falar de tarifas agora.

Vou me ater apenas no Subgrupo A4, pois tensões acima de 25kV já são de potências superiores a 2,5MW, com enorme chance de ser cliente optante do mercado livre, logo fora do objetivo que motivou o post.

Ainda temos um novo conceito antes de entrarmos no faturamento propriamente dito.

HORÁRIO DE PONTA – O QUE É ISSO?

O consumo de energia elétrica varia durante o dia, dessa forma, o sistema de geração precisa atender essa variação. Em horários de muita solicitação, pode ser necessário que seja necessário se acionar usinas cuja a geração de energia seja mais cara. A ampliação do sistema elétrico é feita em função da demanda máxima.

Oras, aplicando o princípio de oferta x demanda, no momento que eu tenho mais pessoas procurando energia, ela se torna mais cara.

O que o horário de ponta tenta refletir é esse custo maior para o cliente final, com isso, se ele puder deslocar seu consumo para outro horário, ele o fará (vai usar a mesma energia, mas pagando menos).

No Brasil, o horário de ponta é um intervalo de 3 horas consecutivas, entre as 17hs e 22hs, em dias úteis, variando de concessionária para concessionária. Na Light, por exemplo, esse intervalo é entre 17:30 e 20:30.

Finalmente, vamos falar das tarifas.

Já sabemos o que é demanda e o que é horário de ponta. Vamos às tarifas possíveis para o os clientes do Subgrupo A4.

TARIFA CONVENCIONAL

Esse tipo de tarifa vai ser extinta a partir das revisões tarifárias das distribuidoras. Como eu não sei se todas as distribuidoras já extinguiram, segue a explicação.

Nessa tarifa, o consumidor paga o consumo medido (em kWh) e a demanda. Não há diferença se o consumo ou a demanda ocorrem no horário de ponta ou no horário fora de ponta. Já tem algum tempo que só é permitido para demandas de no máximo 300kW, além de estar em vias de extinção.

TARIFA HORO-SAZONAL VERDE

Na tarifa HORO-SAZONAL VERDE, que simplesmente chamamos no mercado de tarifa verde, os valores de consumo são diferentes no horário fora de ponta e no horário de ponta, mas a demanda é uma única.

TARIFA HORO-SAZONAL AZUL

Na tarifa HORO-SAZONAL AZUL, que simplesmente chamamos no mercado de tarifa azul, os valores de demanda e consumo são diferentes no horário fora de ponta e no horário de ponta.

Observação: Os valores tarifários variam no ano em função das chuvas, ou seja, período úmido ou seco. Para o objetivo do post, essa variação não importa, pois só modifica os valores que as concessionárias cobram.

Complicou? Vamos ver uns exemplos (ambos da área de concessão Light)

Cliente com conta no HS Verde:

conta-hsverde

Cliente com conta no HS Azul

conta-hsazul

No cliente HS Verde, a demanda só é cobrada 1 vez, não importa se ela acontece no horário de ponta ou no horário fora de ponta. Em compensação, sua tarifa de consumo na ponta é 1,639 (soma do TUSD + TE). No cliente HS Azul, a demanda é cobrada na Ponta e na Fora de Ponta, sendo a tarifa na Ponta praticamente o dobro na fora de ponta. No entanto, o custo do kWh na ponta é menor que na HS Verde (0,7781, ou seja, 48%).

Não existe nenhuma obrigatoriedade das demandas de Ponta e Fora de ponta serem iguais. Na grande maioria dos casos, não é. Esse cliente específico estava com o contrato mal feito.

Bom, ainda tem uma outra coisa para falar sobre demanda.

DEMANDA CONTRATADA X DEMANDA MEDIDA

Quando se faz o contrato junto a concessionária precisamos determinar um valor de DEMANDA CONTRATADA. Toda vez que a demanda medida for menor que a demanda contratada, pagaremos a demanda contratada. Se a demanda medida for maior que a demanda contratada em até 5%, pagaremos a demanda medida, mas se a demanda medida EXCEDER EM MAIS DE 5% da demanda contratada, o valor de demanda que exceder a contratada, pagaremos uma tarifa de 300%.

Porque isso é importante? Antes de ofertar energia solar para seu cliente, verifique se ele não está com o contrato mal feito.

E a Geração Distribuída com energia FV nisso tudo?

A análise financeira muda, e muito, se compararmos um cliente do Grupo B e do A. Primeiro, o valor do kWh no grupo B é maior que no grupo A, e você continua tendo que pagar a demanda, logo sua economia em R$ será menor.

Nos próximos posts darei sugestões de quais valores de consumo se basear para a determinação de quantos kWp se deve instalar.

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Deixe suas perguntas nos comentários que terei um enorme prazer em tentar esclarecê-las.

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O André Pinheiro, da Proauto teve a gentileza de me enviar o link do Lightning Protection Guide 3 edição, da DEHN.

Excelente material, extenso, tratando de vários tópicos, inclusive proteção contra descargas atmosféricas em usinas FV.

Deve, é claro, ser olhado na ótica de nossas normas, mas como elas são baseadas na IEC não deve ter tantos desvios assim.

O material pode ser baixado AQUI e os materiais da DEHN são distribuidos pela Proauto, cujo site pode ser visitado AQUI.

Boa leitura a todos.

Na revista o Setor Elétrico de Ago/16, que pode ser lida aqui,  tem um artigo muito bom sobre os DPS em instalações FV, tanto residencial quanto usinas, do diretor da Clamper, Wagner Barbosa.

Ainda não tinha visto nada tratando especificamente do assunto. Dei uma lida rápida, algumas informações ou melhor, considerações, não ficaram muito claras, mas o artigo já está salvo e separado aqui.

Ainda nessa edição da revista, no Espaço 5419, o José Barbosa fala sobre o uso da telha metálica como elemento captor e o Jobson Modena sobre a reativação da comissão de estudos de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (PDA).

A revista aborda o Evento Expolux (passei direto), continua com seus fascículos, (GD, IEC 61439, LED e CC para Seletividade) que valem a pena, fala sobre a NR-12 e de aquecimento em barramentos blindados.

Em resumo, essa edição vale a leitura.

Novamente uma palestra com tema voltado para geração distribuída e instalações Fotovoltaicas. Normal, o segmento está em amplo crescimento, possui baixa barreira de entrada para novos entrantes então, mais do que normal que se fale sobre isso.

No entanto, a palestra do João Cunha, da Mi Omega foi a primeira, pelo que, sei a abordar um assunto, SEGURANÇA em instalações FV.

Pensei em fazer considerações sobre o tema, mas isso ficará para uma série de posts futuros, vou me manter na linha e analisar a palestra.

A Palestra

João começa definindo o que é uma instalação de painéis solares: UM GERADOR. Eu realmente odeio quando alguém define uma coisa óbvia e eu nunca tinha olhado por esse prisma. Ponto para o João.

Isso definido, bom, ele pode agora definir que normas são aplicáveis à instalação de painéis solares. Adivinha se ele não falou em NR-10, NBR5410 e NBR14.039? As pessoas tendem a esquecer (ou fingirem que esquecem) que não são só as normas com a palavra fotovoltaica que precisam ser atendidas. Outro Ponto para o João.

Ele fala superficialmente sobre o projeto de norma (assim que eu acabar de estudar esse projeto eu posto, mas é bom saber que existe), fala quais aspectos de uma instalação são afetados pela fonte e principalmente, a introdução de um novidade em nossas instalações, a corrente contínua.

CC ? E daí ?

Sabe aquele disjuntor, aquele cabo, e aqueles DPS? Bom, vc vai ter que olhar de novo. As características para CA são diferentes das de CC.

Sabe os teus conceitos acadêmicos de instalações, que talvez você nem consulte mais mentalmente, de tão no automático que você está? Bom, está na hora de você tirar um pouco de poeira desses conceitos e ver o que acontece em corrente contínua.

Foi importante?  Valeu o tempo?

Sim e sim. Por alguns aspectos talvez tenha sido a palestra mais relevante da ENIE.

Ele não falou de técnica ou estado da Arte (as palestras do Cláudio Mardegan e do Marcelo Almeida foram melhores nesse ponto), ele não falou sobre como fazer as coisas acontecerem (o Breno de Assis falou sobre isso magistralmente e eu pelo menos tentei).

Mas, ele falou em segurança nesse tipo de instalação antes que qualquer um, então, a semente foi plantada.

O que faltou?

João fez as perguntas, mas não apontou solução. Na verdade, ele falou que ia falar isso, deixar a pergunta pairando, talvez com a idéia de incomodar e que a gente se mexa. Eu preferia que ele tivesse batido pesado. Gostaria que, dado a importância do assunto tivessem colocado o presidente da ABGD e da ABSOLAR na mesa e visto o que eles tinham para dizer.

E Agora?

Bom, o João levantou a bola, cabe a nós desenvolvermos melhor o assunto. Ah, e melhor que tudo, o desenvolvimento do assunto tem potencial para gerar uma série de oportunidades de negócios, mas isso é para outro dia.